Região

Argozelo sem médico há 4 meses

  • 25 de Novembro de 2011, 09:58

A polémica sobre o encerramento das extensões de saúde surgiu em Maio passado, aquando da implementação das receitas electrónicas. Os postos médicos do distrito não estão informatizados, um problema que levou os clínicos a deixar de ir às aldeias.
Entretanto, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) veio garantir a continuidade das extensões de saúde. A mesma entidade esclareceu, ainda, que lançou o concurso com vista à aquisição de software para informatizar todos os postos médicos. No entanto, enquanto o novo sistema não entrar em funcionamento, a ARSN garantiu que os médicos continuariam a passar as receitas de forma manual.
No entanto, a vila de Argozelo continua sem médico. “Não percebo porque é que o médico não se tem deslocado à vila, uma vez que a outras freguesias do distrito continua a ir e passa as receitas manualmente”, denuncia o presidente da Junta de Freguesia de Argozelo, Francisco Lopes.
O autarca diz mesmo que o número de óbitos na freguesia aumentou em Outubro passado. “Não sei se uma coisa terá relação com a outra, mas o que é certo é que a população está sem assistência médica”, sublinha o autarca.
Francisco Lopes afirma que já pediu explicações ao Agrupamento de Centros de Saúde do Nordeste, mas até ao momento o problema ainda não foi resolvido. “Dizem que não há linha, que não há linha, eu até já perguntei que linha era preciso para a Junta de Freguesia assegurar isso, mas até agora nada. Enquanto não for nomeada uma nova administração vai continuar tudo na mesma”, lamenta o presidente da Junta.

População de Argozelo promete sair à rua em protesto
se o médico não regressar à vila

Quem sai prejudicada é a população, que é obrigada a deslocar-se a Vimioso ou a Bragança para conseguir uma receita. “Os idosos e as pessoas que têm dificuldades de mobilidade são os mais prejudicados. Além disso, também é dispendiosa a deslocação. Por outro lado, a farmácia da vila também poderá ficar em risco, porque teve uma grande redução de clientes”, teme Francisco Lopes.
Se a ARSN não resolver o problema da falta de médico na vila, o presidente da Junta afirma que a população vai sair à rua em protesto.

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