Veiguinhas por metade do preço
A proposta foi publicamente apresentada na última assembleia municipal, mas o autor garante que já a tinha dado a conhecer ao presidente da Câmara, à Águas de Trás-os-Montes, INAG e Agência Portuguesa do Ambiente, embora sem resposta.
Recorde-se que este engenheiro trabalhou nos projectos das barragens de Crestuma (Vila Nova de Gaia) e Cova do Viriato (Serra da Estrela) e é neto de Augusto Moreno, ex-presidente da Câmara Municipal de Bragança.
“A solução é altear a barragem em seis metros com um sistema de pré-esforço que substitui as cargas de betão necessárias para conter os impulsos por cabos de pré-esforço que vão aproveitar a resistência do granito”, explicou, acrescentado que esta solução “permite armazenar mais do dobro de água”.
Segundo Marcelo Moreno Ferreira, esta solução pode ser construída por fases, sem constrangimentos no abastecimento de água à cidade e tem um custo estimado de seis milhões de euros. “Fica a metade do custo de Veiguinhas e em menos de metade do tempo de construção, pois Veguinhas seria no mínimo três ou quatro anos. Eles dizem 14 meses mas é tudo uma tolice pegada”, argumenta. Além disso “também pode dividir em fases. Na primeira estiagem aumentava-se meio milhão de metros cúbicos e noutra estiagem completava-se a barragem”, frisa.
A desvantagem desta proposta
é que a produção de energia
cairia para metade
A desvantagem desta proposta é que a produção de energia seria metade da que está estimada para Veiguinhas mas, mesmo assim, produzindo cerca de oito gigawatts de potência, acaba por ser “auto-sustentável”.
O presidente da câmara de Bragança confirma que houve contactos e que a proposta está a ser avaliada. Mas, para o autarca, esta proposta só será viável se apresentar garantias de caudal armazenado com quantidades suficientes para as necessidades.