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Euro fez dez anos com aumento de preços

Euro fez dez anos com aumento de preços
  • 3 de Janeiro de 2012, 10:06

Magno Gonçalves, proprietário de um café em Bragança, já tem dificuldades em recordar como era antes da mudança mas ainda tem a percepção que muita coisa mudou desde então. “Estão, estão mais caros do que custava na altura”, diz, lembrando que um café “já custava uns 60 escudos”. Agora, custa “55 cêntimos”, ou seja, quase o dobro. Também o pão sofreu um aumento brutal. Agora, por um pão de quilo, paga um pouco mais de um euro. “Já não me lembro bem mas acho que na altura custava perto de cem escudos”, recorda.
Estes são apenas alguns exemplos daquilo que aconteceu com a entrada de Portugal na moeda única, a 1 de Janeiro de 2002, já lá vai uma década.
Agora, alguns adolescentes, que há dez anos estariam a entrar para a escola primária, já estão mais do que habituados a pensar em euros.
Mas também têm a impressão de que a vida ficou mais cara.
Rui Peixoto nota mais “nas bebidas e no tabaco”, pensando, por isso, que a “a vida está mais cara”. João Pedro Gonçalves, por outro lado, garante que “com mil escudos, quase dava para fazer as compras todas da semana. Agora, cinco euros não dão para nada”, frisa. Mas também há pequenos produtos que custam muito mais, como uma simples “pastilha elástica”.
Por isso, há quem defenda que o escudo nunca devia ter acabado.
“As pessoas mais velhas dizem que, com o escudo, as coisas não eram tão caras”, diz Jéssica Afonso.
Também Magno Gonçalves admite que “gostava” mais do escudo, precisamente porque “a vida era mais barata”.
De acordo com a associação de defesa do consumidor, produtos como o café, tabaco ou pastelaria foram os que subiram um aumento mais acentuado de preços. Nalguns casos, do dia para a noite, passaram a custar o dobro. É o caso do tabaco, agravado com constantes subidas de impostos.

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