Região

Centros de Saúde perdem valências

  • 11 de Janeiro de 2012, 10:07

A garantia foi dada por fonte da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), que disse ao Jornal NORDESTE que o Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) vai contratualizar alguns serviços com as empresas até à nomeação do conselho de administração da Unidade Local de Saúde.
Esta decisão foi tomada na sequência de uma reunião entre o Agrupamento de Centros de Saúde do Nordeste e o CHNE, em que foi decidida a contratação temporária de profissionais para evitar o colapso nalguns centros de saúde.
A ARSN garante assim, até ao final do mês, os postos de trabalho de seis médicos, cinco técnicos de radiologia, 10 administrativos e 75 profissionais ligados à limpeza, vigilância e auxiliares.
No entanto, os utentes do distrito de Bragança vão ter que continuar a percorrer centenas de quilómetros para ter acesso a algumas consultas e exames. Podologistas, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas da fala, dentistas, técnicos de acção social, entre outros profissionais, deixaram de estar disponíveis nos centros de saúde do distrito.

Utentes do distrito voltam a percorrer centenas de quilómetros para ir a uma consulta ou fazer um exame de diagnóstico

A presidente da Câmara de Alfândega da Fé, que foi quem implementou estas valências enquanto coordenadora da Sub-Região de Saúde de Bragança, afirma que os utentes do Interior vão ficar prejudicados. Berta Nunes salienta que as pessoas vão ter que voltar a deslocar-se ao Porto para terem acesso a algumas consultas.
“Por exemplo a Podologia, que é direccionada aos utentes diabéticos que têm muitos problemas nos pés. Antes de termos esta consulta, tínhamos que enviar todos os doentes à consulta do Pé Diabético ao Hospital de Santo António, no Porto, para resolver problemas que neste momento eram resolvidos localmente”, afirma Berta Nunes.
A autarca, que também é médica, afirma que nos centros de saúde do distrito reina a confusão, visto que os utentes viram as suas consultas e exames cancelados. “As pessoas tinham marcação para vir fazer os exames e está tudo cancelado. Não se sabe quando é que vão voltar a fazer os electrocardiogramas e as espirometrias que já estavam marcadas. Isto está tudo muito confuso e é urgente uma clarificação e uma resolução do problema”, realça Berta Nunes.
Esta situação só será resolvida com a nomeação do conselho de administração da ULS, que irá avaliar os recursos existentes e definir os serviços que serão contratados a empresas externas.

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