Empate sabe a pouco
Depois da expulsão, tiveram de recuar no terreno para compensar a inferioridade numérica, e o jogo ganhou algum equilíbrio, com os insulares a conseguirem também algumas situações de perigo.
Com a expulsão de Igor, do Marítimo, a 9 minutos do final do jogo, os alvi-negros voltaram a ser muito superiores, mas o resultado não se alterou.
Na segunda metade do jogo, excelente entrada dos mirandelenses a toda a largura e profundidade, assumindo a posse da bola e o controlo do meio campo, criando situações de muito perigo que só a pontaria desafinada evitou o golo, que podia ter acontecido aos 13 minutos, caso o capitão do Mirandela, Borges, não quisesse colocar tanto a bola fora do alcance de Ricardo, num penálti a castigar derrube de Pedro Nunes a Paulo Roberto pelas costas, quando este já tomava, isolado, o caminho da baliza.
Esta foi uma das condicionantes do jogo, que pode justificar o empate, outra foi a expulsão de Erickson, que limitou a estratégia de Pedro Monteiro para o jogo, e, por último, uma tarde de baixos índices de concretização do melhor ataque da prova.
O resultado acaba por ser justo, porque para ganhar é preciso fazer a bola entrar na baliza e não chega criar muitas situações para fazer golo.