Região

Época alta para as montarias

  • 23 de Janeiro de 2012, 10:11

Esta é, por excelência, a época de caça ao javali na região, e várias autarquias e associações locais organizam programas especiais, alguns dos quais com propostas também para os acompanhantes. A Turismo do Douro associa-se a estas entidades para promover o turismo cinegético como mote para descobrir de forma sustentável a paisagem, cultura e gastronomia duriense.

Na Zona de Caça Municipal de Adeganha, em Torre de Moncorvo, teve lugar a primeira montaria, no sábado. Os participantes reuniram-se na ex-escola primária dos Estevais, às 8h00, seguindo-se um mata-bicho com alheiras, chouriço, presunto, entremeada, entre outras iguarias. O regresso à base foi às 15h00, para o leilão e sorteio de alguns animais.
Ainda no sábado, decorreu a primeira Montaria do Stº Antão, em Peva, concelho de Moimenta da Beira. Uma organização da Associação Caça e Pesca das Terras do Demo, que conta com o apoio da Junta de Freguesia de Peva e da autarquia. O programa começou às oito da manhã, com a concentração e pequeno-almoço na escola primária de Peva. Provaram-se espumantes, queijos e doces tradicionais, a abrir o apetite para almoço. O leilão das reses decorreu pelas 15h30 e, no domingo, dia de Festa de Santo Antão, fez-se o leilão das ofertas, antes de uma marrada de carneiros e uma marrada de bois.

No concelho de Tabuaço, no domingo, a Secção de Caça do município e o Clube de Caça e Pesca promoveram uma montaria, que arrancou com a concentração no restaurante TabuaD’aço, às 8h30. A caça terminou por volta das três da tarde, antes do almoço e do leilão de javalis abatidos. Houve ainda um programa para acompanhantes que incluiu o taco, passeio pelo Vale do Douro em autocarro com guia turístico, visita à Quinta do Panascal com prova de vinhos generosos e passeio pelos vinhedos da Região Demarcada do Douro, nas freguesias de Valença do Douro e Adorigo. Do programa fez também parte a visita à aldeia vinhateira de Barcos, ao Santuário de N. Srª do Sabroso, e ao Museu do Imaginário Duriense (MIDU), em Tabuaço.
Em colaboração com federações distritais de caça, serviços do Ministério da Agricultura, autarquias e empresários do sector, a Turismo do Douro pretende assim combater a sazonalidade e diversificar a oferta turística duriense, com uma proposta de turismo de natureza e sustentável. Estas iniciativas permitem, de igual forma, recuperar a tradição ancestral das caçadas e montarias do Douro e Trás-os-Montes, regiões férteis em zonas de caça são muito procuradas, sobretudo durante o Inverno.

O vice-presidente da Turismo do Douro, José Agostinho Correia, explica por isso que o turismo cinegético “é um agente de sustentabilidade ambiental, um princípio pelo qual tem de passar a estratégia de desenvolvimento do Douro, porque respeita o ambiente, e gera receitas complementares ao mobilizar sectores como a hotelaria, a restauração e o enoturismo”. É, por isso mesmo, “um nicho de mercado emergente a explorar, que permite quebrar os constrangimentos da sazonalidade”.

O Douro tem sabido conservar a sua autenticidade e identidade e, sinal de um desenvolvimento equilibrado, foi eleito o 16º melhor Destino para Turismo Sustentável da National Geographic, a nível mundial, em 2009. A mais antiga Região Demarcada e Regulamentada do Mundo (1756) e Património da Humanidade pela Unesco (2001) detém, ainda, as insígnias de Destino de Excelência, junto da Organização Mundial de Turismo (2008) e de uma das 77 Maravilhas da Natureza do Mundo (2009).

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin