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Governo contraria INEM e helicóptero continua

Governo contraria INEM e helicóptero continua
  • 25 de Janeiro de 2012, 10:20

A garantia foi deixada ao jornal Nordeste por fonte ligada ao Ministério da Saúde.
A mesma fonte explicou, no entanto, que, apesar de a disponibilidade do helicóptero e das equipas médicas se manter, vai haver uma reorganização na escala dos pilotos, que passam a estar à chamada, permitindo alguma poupança de recursos financeiros.
Falta ainda agilizar a forma como isso será feito, mas o objectivo é haver poupanças com o valor pago aos dois pilotos.
Actualmente, a presença do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros em regime de permanência, 24 sobre 24 horas, custa cerca de 1,8 milhões de euros por ano.
O contrato entre o Ministério da Saúde e a empresa fornecedora do serviço, a Helisul, prevê um pagamento fixo pela disponibilidade dos meios e um outro que depende da actividade, por horas de voo.
A empresa disponibiliza os meios e uma escala assegurada por dois pilotos e técnicos de assistência.
Segundo dados do INEM, os helicópteros estacionados em Macedo de Cavaleiros e Aguiar da Beira são os que mais voam, enquanto os de Lisboa e do Porto têm menos saídas.

INEM recusa fornecer
os números discriminados,
por entender que “não é
o momento oportuno”

Os números genéricos a que tivemos acesso, que não fazem a distinção entre serviços à noite e durante o dia, indicam que, de facto, até Novembro, o helicóptero de Aguiar da Beira foi o mais activo, com 209 saídas. Logo atrás segue o de Macedo de Cavaleiros, que registou 185 saídas, excluindo as que não puderam ser efectuadas por causa das condições meteorológicas, apesar de haver a necessidade do serviço.
No entanto, o INEM recusa fornecer os números discriminados, por entender que “não é o momento oportuno”. Uma resposta que deixou indignada a autarca de Alfândega da Fé, Berta Nunes, pois “assim não contribui para um debate público sério e fundamentado”.
Este helicóptero cobre os distritos de Bragança e Vila Real mas também parte dos distritos da Guarda e Viseu.
Foi prometido em 2007 pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, como contrapartida para o fecho de serviços de atendimento permanente nos centros de saúde e urgências hospitalares.

AGR

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