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GIPS na corda bamba

GIPS na corda bamba
  • 27 de Janeiro de 2012, 11:47

Esta força está sediada em Bragança, mas na época dos incêndios com centros na serra de Bornes (Alfândega da Fé) e na serra da Nogueira (Bragança).
Ainda não existe uma decisão oficial, mas autarca de Alfândega da Fé que confessa estar muito preocupada com esta possibilidade. Berta Nunes considera que, a verificar-se a extinção, será mais uma machadada na segurança e, até, na economia da região.
Os rumores surgem numa altura em que as antigas instalações do Governo Civil de Bragança foram adaptadas para receber a GNR, Protecção Civil e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
As grandes novidades são mesmo a instalação da antiga Brigada de Trânsito no edifício principal, e do GIPS na antiga escola de bombeiros.
O edifício foi alvo de obras, que contaram com 25 mil euros do Governo Civil e com mão-de-obra dos próprios militares.
O tenente Jorge Barbosa explica que esta mudança surgiu como forma de poupar recursos do Estado, uma vez que o quartel que albergava o grupo, em Cova de Lua, implicava grandes gastos em deslocações. “Permite poupar, sobretudo em deslocações para a helipista, que fica longe de Cova de Lua”, salientou o militar.
De acordo com o secretário do Governo Civil, Nuno Moreno, o edifício continuará a funcionar o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, enquanto o Comando de Operações de Socorro, da Protecção Civil, ocupará todo o primeiro piso, à excepção do antigo gabinete do Governador e do salão nobre. Já a divisão de trânsito da GNR ficará instalada no rés-do-chão.
Tenente Barbosa passa
o estandarte a Luís Pinheiro
Luís Pinheiro substitui Jorge Barbosa no comando da 7.ª Companhia do GIPS. Na hora da despedida, o oficial que passa o estandarte sublinha que foram várias as dificuldades encontradas ao longo de dois anos na região. “Tivemos diversas intervenções por causa do gelo, nomeadamente no IP4 e em Bornes. Quanto aos incêndios florestais tivemos muitas ocorrências fora da época e a orografia do terreno tem inclinações enormes”, explica o oficial.
O novo comandante vem de Arcos de Valdevez e quer continuar o trabalho iniciado pelo seu antecessor. “Venho com a expectativa de diminuir o número de ocorrências e diminuir a área ardida. Não é no combate aos incêndios que se deverá apostar. Temos que deslocalizar mais meios para a prevenção e não para o combate. É mais barato”, frisou.

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