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Ministro promete mais apoio aos idosos

Ministro promete mais apoio aos idosos
  • 31 de Janeiro de 2012, 10:15

Mais a sério, e ainda na Obra Social Padre Miguel, o Ministro da Solidariedade e Segurança Social frisou que tem de haver uma aposta em novos centros de noite e no apoio domiciliário. Medidas que, acredita o ministro, ajudarão a combater o isolamento dos idosos na região transmontana. “Temos de ter uma nova geração de apoio domiciliário em Portugal. É uma medida que serve para isso, tal como os centros de noite”, disse, sublinhando que é “fundamental mudar a relação do Estado e das Instituições Sociais. O Estado tem de estabelecer parcerias”, frisou. Por outro lado, Pedro Mota Soares sublinhou que é importante simplificar regras e acabar com burocracias, para permitir um aumento nas respostas das instituições. “É muito importante que possamos aumentar a oferta e o número de camas disponíveis, alocar mais recursos para o apoio domiciliário e para os centros de noite. Temos de ter mais bom senso e flexibilizar muitas regras, que vão contra o bom senso” e causam dificuldades às instituições, que deverão ter, agora, a vida mais facilitada, sobretudo no que ao limite de utentes diz respeito.

Presidente da Obra Social Padre Miguel, falou da “luta diária” que a instituição trava

No entanto, o ministro diz que ainda não sabe quantas instituições da região poderão beneficiar do apoio do Governo. “Estamos a terminar esse trabalho e essas quantificações vão ser feitas mais para a frente”, explicou.
Também disse que é preciso apostar em serviços como a “teleassistência ou o acompanhamento nocturno aos idosos”, que “reforça a dignidade das pessoas, que podem ficar nos locais onde permaneceram uma vida”.
Recorde-se que esta visita que esteve programada para a época de Natal, mas que o nevoeiro adiou para esta sexta-feira.
Da parte das instituições brigantinas, levou, por exemplo, o pedido de uma maior atenção a quem ajuda os outros. Nuno Vaz, presidente da Obra Social Padre Miguel, falou da “luta diária” que a instituição trava pois dá apoio “a muitas pessoas que não estão abrangidas pelo acordo com a Segurança Social. Por exemplo, no refeitório, damos apoio a 25 mas o Estado só pode comparticipar dez”, explicou.
Quanto a Abílio Frias, da Cáritas Diocesana, mostrou-se até “surpreendido” e “honrado” com a visita ministerial. “A Caritas de Bragança não sente necessidade de nada. O nosso trabalho e dedicação tem-nos permitido uma situação desafogada”, disse.

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