Caça precisa de planos de gestão
“Os caçadores não podem caçar a seu belo prazer. É preciso que quem sabe faça uma gestão cinegética optimizada e planificada, para que as espécies possam abundar. E para isso, em muitos casos, é necessário alterar os habitats, porque deixou de se cultivar, há cada vez mais monte e, portanto, é preciso trabalhar muito para criar a caça”, defende o representante dos caçadores.
Castanheira Pinto afirma que as Federações podem dar um contributo importante nesta matéria, mas para isso precisam de condições financeiras que lhes permitam contratar os técnicos.
O presidente da Federação de Associações da 1ª Região Cinegético lançou o repto ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, na passada sexta-feira, durante a abertura da XVI Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros. O governante, no entanto, diz que o País não tem condições para garantir financiamento para este sector e apela a uma união de todos os intervenientes no sector para que haja evoluções no ordenamento e na gestão da caça.
Daniel Campelo defende que a gestão da caça deve sair do plano municipal
Segundo Daniel Campelo, as autarquias devem envolver-se mais nas questões do ordenamento cinegético, através dos gabinetes de apoio florestal, visto que estas duas áreas devem trabalhar de mãos dadas. “Temos que trabalhar lado a lado e não uns contra os outros.
Neste momento, está a ser feito um grupo de trabalho pelo governo, em conjunto com as comunidades intermunicipais, no sentido de definir, a curto prazo, um conjunto de competências para gerir de uma forma integrada e não apenas numa escala municipal”, salienta o governante. Durante os quatro dias da feira da caça, que terminou anteontem, Macedo de Cavaleiros recebeu milhares de visitantes, entre os quais muitos caçadores que participaram nas montarias realizadas na região.