Moncorvo exige regresso da Urgência
O estudo e a petição já foram entregues no Parlamento, onde a Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Torre de Moncorvo (CUCSTM) é hoje recebida em audiência, pelo presidente da Comissão de Saúde.
“Estamos convictos de que quando as entidades que tutelam o Serviço Nacional de Saúde no país conhecerem o estudo vão apoiar a instalação de um SUB em Torre de Moncorvo”, frisou vereador da câmara de Torre de Moncorvo, António Moreira.
O estudo foi encomendado pela Câmara de Torre de Moncorvo, após a sua aprovação em Assembleia Municipal, a uma empresa de consultadoria na área da saúde e permitiu elaborar um documento que serviu de base para “demonstrar” a necessidade de instalar um SUB no concelho.
“O estudo só nos vem dar razão e desmontar que a instalação de um SUB no concelho de Foz Côa não foi uma boa aposta, dada a centralidade de Torre de Moncorvo”, justificou o autarca.
Tanto a Câmara como a CUCSTM defendem que “há melhores condições” no centro de saúde local do que no espaço onde funciona a SUB no concelho vizinho de Vila Nova de Foz Côa.
“Em Vila Nova de Foz Côa a SUB funciona em contentores alugados e até o equipamento de RX é alugado”, atira um membro da CUCSTM, que fala em custos exagerados suportados pelo Estado.
Com a instalação de um SUB em Torre de Moncorvo haverá economia de verbas, considerando os responsáveis que não será necessário pagar o aluguer de espaço e de equipamentos técnicos, como acontece no concelho vizinho.
Esta posição surge um ano após o encerramento do Serviços de Atendimento Permanente de alguns em oito Centros de Saúde do distrito de Bragança.
Por seu lado, a CUCSTM avançou que dadas a perspectiva da exploração das minas de ferro no Carvalhal e o número crescente de trabalhadores na barragem do Baixo Sabor não restam duvidas de que a instalação de um SUB em Torre de Moncorvo “ faz todo o sentido”.
“Vivemos no concelho com uma população envelhecida e não há razão para drenar os doente para Foz Côa, que na maioria da vezes são depois transportados para os hospitais da Guarda e de Coimbra”, disse João Silva, membro da comissão.
Oito Serviços de Atendimento Permanente em Centros
de Saúde encerrados há um ano
No entanto a ARS Norte e a Câmara de Vila Nova de Foz Côa assinam, em Maio, um acordo de cooperação para a construção do novo centro de saúde para o concelho duriense.
Esta nova unidade representa um investimento por parte da ARS Norte de cerca de dois milhões de euros, cujo prazo de execução será de aproximadamente três anos, permitindo assim substituir as instalações actuais “que para além de exíguas, já se encontram bastante degradadas”.