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Jovens apostam na apicultura

Jovens apostam na apicultura
  • 2 de Março de 2012, 09:48

Vítor Ferreira afirma que nos últimos dois anos tem havido um aumento do número de jovens a apostar no sector apícola, mas considera que ainda há espaço para a entrada de mais pessoas que queiram fazer da apicultura a sua profissão.
“A associação está a incentivar jovens para fazerem da apicultura o seu modo de vida e a rentabilizarem mais os produtos das colmeias, nomeadamente o pólen, propólis, cera de abelha, licor de mel, sabonetes de azeite e mel, ou mel com frutos”, enumera o responsável.
O futuro do sector passa por ganhar escala nos mercados, produzindo em maiores quantidades e apostando em derivados do mel que permitam rentabilizar o sector. Até agora, a média de idades das pessoas que produzem mel ronda os 60 anos e a actividade é explorada em part – time. O objectivo é mudar mentalidades e incentivar os jovens a investir neste sector. “Deixo um conselho aos jovens para olharem para a apicultura como uma oportunidade de sair da crise e de terem trabalho, criando o seu próprio emprego. É um sector que tem muita margem para crescer e há muito mercado para o mel”, garante Vítor Ferreira.
Na óptica do presidente da Associação de Apicultores, é preciso apostar na comercialização do mel directamente ao consumidor final. “Como é vendido a granel, quem vai tirar dividendos não são os produtores, mas sim os intermediários. O mel sai daqui a 2,5 euros e pode chegar ao mercado alemão ou francês a 14 ou 15 euros o quilo. Nós é que temos o trabalho, levamos as picadas a produzi-lo e quem faz o transporte e o coloca no mercado é que está a ter o lucro”, constata Vítor Ferreira.
Actualmente, a Associação do Planalto conta com 150 produtores associados, que têm uma produção a rondar as 150 toneladas/ano.

Parque Douro Internacional
tem potencialidades para
aumentar significativamente
a produção de mel

Vítor Ferreira garante que há condições para produzir muito mais, tendo em conta as potencialidades do Parque Natural do Douro Internacional, de onde se extrai o mel de rosmaninho (mel mais claro) e uma variedade mais escura, que resulta da combinação da urze, castanheiro e melaços de carvalho.
Estas condições permitem, ainda, que alguns produtores já estejam a apostar na certificação do mel em modo de produção biológico, para valorizarem o produto nos mercados nacional e internacional.

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