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“Só há uma maneira do Interior não morrer”

“Só há uma maneira do Interior não morrer”
  • 6 de Março de 2012, 11:25

Esta é a posição de Marcelo Rebelo de Sousa que esteve em Bragança no âmbito da pós-graduação em Direito e Interioridade. Em entrevista ao Jornal NORDESTE, Marcelo Rebelo de Sousa fala sobre os problemas do Interior do País e garante que a chave do sucesso é encontrar a oportunidade nas entrelinhas da crise.

Jornal Nordeste (JN) – Professor veio a Bragança no âmbito do curso de Direito e Interioridade. Que mensagem é que trouxe para quem vive nesta cidade do Interior?

Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) – É a segunda vez que eu venho a este curso. Estive cá em 2006. E desta vez a minha intervenção é muito mais focada. Eu vim analisar como é que o Direito na Administração Pública mudou até aos dias de hoje. E também como é que a interioridade se coloca hoje em tempo de crise e num momento em que se discute o papel do Estado. A reflexão feita agora é num tempo completamente diverso do tempo de 2006 em que, antes da crise de 2008, acreditava-se que o Estado em que se vivia era viável financeiramente, externamente e que podia continuar uma série de políticas sociais. À luz disso é importante discutir o que é que é preciso fazer na interioridade, isto é naquelas áreas do interior profundo em que há problemas económicos, sociais e culturais muito específicos. Agora estamos num clima de crise profunda em Portugal em que é preciso ver o que é que cabe nas despesas sociais e o que é que já não cabe e entre o que cabe o que cabe à Administração Pública e o que é que ela financia para serem os privados a fazer e o que é que isto significa em termos de custos para a interioridade, porque onde há falta de dinheiro depois é preciso ver onde é que se corta.

(entrevista na íntegra na edição impressa ou pdf do Jornal Nordeste)

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