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Há profissões a desaparecer no Nordeste Transmontano

Há profissões a desaparecer no Nordeste Transmontano
  • 23 de Março de 2012, 17:19

Longe vão os tempos em que ir ao barbeiro era um hábito comum á muitos homens.

Hoje em dia, ir ao barbeiro ou sapateiro não é uma pratica comum aos mais jovens.

 Fomos conhecer a realidade de duas profissões que estão cada vez mais em vias de extinção.

“Sou sapateiro e comecei a trabalhar com o meu pai com oito ou nove anos”, diz Hélder Santos que, neste momento, é uns dos últimos sapateiros de Vinhais, segundo este, a extinção desta profissão está associada ao facto do calçado estar cada vez mais barato.

 

“Às vezes fica mais caro o arranjo do que o calçado. Algum compra-se por cinco ou seis euros, que é tudo em plástico. Eu digo-lhes que comprem outros.”

 

Outra profissão em risco é a de barbeiro. Manuel Fernandes barbeiro há mais de 35 anos, refere que o aparecimento dos cabeleireiros modernos e o pouco interesse dos mais jovens neste tipo de emprego, faz com que o barbeiro de profissão seja cada vez mais um oficio à beira da extinção.

 

“Não, não vejo jeitos que outros aprendam. Já ninguém quer aprender. Isto é uma vida muito presa e tem tendência a acabar.”

 

O Sr. Laureano também barbeiro desde muito novo, já conta com mais de 62 anos de serviço. Afirma que as exigências e burocracias não permitem a entrada de novos profissionais neste tipo de profissão.

 “Como posso ensinar alguém, se o que eles exigem é caixa ou Segurança Social, um ordenado e isto e aquilo.”

Para o barbeiro Manuel Fernandes a tradicional barbearia é um dos estabelecimentos que estão condenados a desaparecer, por outro lado, o sapateiro Hélder Santos é mais optimista, e apesar da crise assegura-nos que o negócio tem pernas para andar.

Escrito por Rádio Vinhais (CIR)

 

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