Mirandela sem sorte e sem golos
Este foi um daqueles jogos sem erros e por isso não houve golos, taticamente perfeito, intenso, bem jogado, disputadíssimo a meio campo e com excelente trabalho de bola de parte a parte, com equilíbrio quase perfeito. E quase perfeito porque nas ocasiões de iminência de golo dos primeiros 45’, os alvi-negros da Póvoa de Varzim lograram falhar dois golos feitos, se bem que Bertinho, depois de tudo muito bem feito, havia disparado ao lado, e é sabido como o jogo teria sido outro caso tivesse havido golos… mas na parte complementar o Mirandela foi avassalador, parecia que estava a jogar futsal com o quinto elemento, atingindo largos espaços a trocar a bola sem deixar espaço para o seu adversário tentar fazer o roubo de bola, para terminar em remate ou assistência quando a linha de passe se abria ou o espaço não era coberto na velocidade que se impunha.
Nos segundos 45’, poucos foram os forasteiros que não desperdiçaram a sua oportunidade, destacando-se pela situação de quase golo. Um remate rotacional de Bertinho e outro de Fábio Fortes que teve nos pés aquele que seria um golo para recordar durante muitos anos, enquanto só André e Rui Coentrão nos locais conseguiram esse feito.
O jogo ficou marcado pela expulsão de Telmo por agressão a Ramalho, decisão correcta, e pelo diálogo de Armando com o público, tendo este recebido várias prendas arremessadas da bancada atrás da sua baliza.
O empate aceita-se pela qualidade do jogo e luta intensa pela posse da bola de parte a parte, e porque o rigor tático e a organização de ambas as equipas não merecia perder, mas os trasmontanos foram melhores e a vitória assentava-lhes muito bem.
Com este resultado, os mirandelenses deixaram fugir o Fafe, ainda que não para muito longe, e estão a cinco pontos do Desportivo de Chaves, que foi quem mais ganhou com o tropeção do líder.