Adeus à subida, num clube solidário
No jogo que marcou o final da primeira volta desta segunda fase, a de subida, que concentra os melhores seis classificados da fase anterior, os brigantinos não foram além de um empate (1-1) com o Maria da Fonte, da Póvoa de Lanhoso (Braga).
Mas este foi também um dia muito solidário para com Mário, um jovem bragançano a lutar pela vida em Hannover. A receita da bilheteira era para ajudar a pagar os tratamentos.
Mas o apoio não trouxe mais inspiração ao ataque da casa, que teve um caudal mais do que suficiente para se manter na corrida pela subida. A vitória colocaria os canarinhos a apenas três pontos do líder. Já foram jogadas três partidas em casa e voltou a dar num empate.
Ou seja na segunda volta desta fase de subida o Bragança só vai ter dois jogos em casa, com Vilaverdense e Vianense e pode muito bem atrapalhar a vida a estes dois candidatos. Este será o grande ponto de interesse numa prova já muito batida pela crise que o país e todos os clubes atravessam.
A partida com o Maria da Fonte não foi um jogo brilhante. Marcelo Alves apresentou como novidade de Fabien Kapello alinhar a defesa central e Carlitos no miolo.
Mas esta não terá sido a melhor solução, porque a irreverência do jovem luso-francês esteve muito aquém. Devido à sua posição no terreno praticamente não participou naquilo que lhe é muito normal, como lutar pela bola e levá-la aos avançados.
O jogo do Bragança estagnou muitas vezes e também se pode dizer que Toni fez muita falta, pela sua velocidade, na direita.
O Bragança não conseguiu jogadas de perigo. Aliás, um remate digno desse nome só apareceu aos 30”, por Valadares.
O mesmo se pode dizer do Maria da Fonte, que nunca incomodou na primeira parte o guardião Ximena. O intervalo poderia ser conselheiro, mas Valadares, num rasgo de Carlitos, ficou na cara do guarda-redes Salgueiro e marcou um bom golo. A jogada foi brilhante e um golo com três toques na bola em velocidade é sempre bom de se ver.
Na segunda metade o Maria da Fonte continuou remetido à sua defesa, à excepção de uma jogada em que Sérgio repôs a igualdade, de cabeça, num canto. Ximena não pôde fazer nada. O GDB poderia mesmo ter ficado com os três pontos, num lance anulado ao ataque da casa. Marco Móbil marcou um golo de livre directo mas o juiz auxiliar assinalou fora-de-jogo. Houve muitos protestos e o juiz, que até à altura nem sequer esteve mal, estragou tudo, anulando um golo que pareceu legal.