Seguro estupefacto
“Não compreendemos que investimentos que foram feitos pelo Governo socialista estejam parados, trazendo ainda mais encargos para o erário público. Já foram gastos 370 milhões de euros, cerca de dois terços do total, e desde que este governo tomou posse, o túnel está parado”, salientou o dirigente. O líder socialista lamenta que “um investimento que estava em curso esteja parado, sem que o Governo dê qualquer orientação ao responsável da obra”.
António José Seguro sublinhou que a questão das acessibilidades é muito importante para desenvolver a economia da região transmontana. “Isto acontece quando esta zona do País precisa de acessibilidades para ajudar ao desenvolvimento da economia…E todos nós sabemos que é através deste desenvolvimento que se podem preservar postos de trabalho, que se podem criar novas oportunidades de emprego e que se podem fixar as novas gerações que tantas vezes migram daqui à procura de novos horizontes”.
No mesmo dia, o dirigente anunciou uma proposta para apresentar na Assembleia da República “no sentido de uma parte do lucro que é tirado da exploração dos recursos naturais do interior de Portugal, seja devolvido às populações, nomeadamente às autarquias locais, para poderem ajudar à dinamização e ao desenvolvimento da economia e da criação de emprego”.
O líder do PS lançou, ainda, um desafio ao primeiro-ministro no sentido de reduzir as rendas excessivas à EDP, para que seja possível baixar o preço do gás e da electricidade.