Uma feira sem fronteiras
Este é um daqueles certames que se realiza “faça chuva ou faça sol”, mas é com bom tempo que atrai multidões, seja da região ou das diversas comunidades da vizinha Espanha.
“A feira é um grande momento de convívio entre portugueses e espanhóis. As pessoas aproveitam para fazer as suas compras e, se o tempo ajudar, os expositores e os tendeiros sabem que fazem bons negócios”, considera o presidente da Junta de Freguesia da Moimenta (JFM), Duarte Pires.
Para além da mostra-venda de produtos da terra em tenda coberta, da feira que se estende pela principal rua da aldeia e das tasquinhas, a animação sobe ao palco na noite de sábado, com fados e o grupo Nova Sekuência, de Vinhais.
Com uma forte aposta nas raças autóctones, o certame conta, também, com os tradicionais concursos de ovinos da Raça Churra Galega Bragançana e do Cão de Gado Transmontano, a par do concurso de Cães de Raça Podengo.
Tudo isto organizado com muito esforço pela JFM, com os indispensáveis apoios da Câmara de Vinhais, Proruris e Turimontesinho, entre outras entidades, instituições e empresas.
“Se deixássemos cair esta feira, os nossos amigos espanhóis ficavam desiludidos. Estamos muito próximos e a nova estrada entre Moimenta, Castromil e Hermisende ainda nos aproximou mais”, refere o autarca.
Chega de Touros é o destaque da tarde de domingo
Uma parte do orçamento destina-se ao aluguer de quatro tendas, que dão cobertura à mostra-venda de artesanato e produtos da terra, às tasquinhas e aos concursos de gado. “Se não fosse essa despesa podíamos apostar mais nos espectáculos”, reconhece Duarte Pires.
Em paralelo, os amantes do BTT podem participar no passeio Rota do Contrabando Ibérico, que marca a estreia duma nova associação vocacionada para os desportos de aventura, a “Vinhais Extreme”.
Outro dos pontos altos da feira é a Chega de Touros de Raça Mirandesa, que marcará a tarde de domingo e, certamente, arrastará multidões. “Abdicámos do concurso de Bovinos de Raça Miranda, porque Vinhais faz o concurso concelhio no feriado municipal, mas a chega não pode faltar”, defende o presidente da Junta.