40 unidades pastorais agrupam 326 paróquias
O prelado diz que o objectivo é reduzir o volume de trabalho dos padres e envolver os leigos de forma activa na Igreja.
“A diocese estava muito assente na figura do pároco e vai continua a ser, mas é sobretudo provocar a consciência da vocação e da missão dos leigos na construção desta Igreja. E por isso, essas 326 paróquias vão passar a ser consideradas unidades pastorais, que são agrupamentos de paróquias”, explica o prelado.
D. José Cordeiro lembra que a Diocese Bragança-Miranda é a quinta maior do País e sublinha que é preciso fazer esta reestruturação para servir melhor as populações. O bispo diz que há abertura dos cidadãos para se envolverem mais nas paróquias.
“Estas unidades pastorais contemplam sempre, além da figura do pároco, um conjunto de religiosos, de pessoas comprometidas, para operacionalizar este desafio da evangelização ou da reevangelização no distrito de Bragança”, realça D. José Cordeiro.
Ao todo, a Diocese Bragança-Miranda conta com 66 párocos, que vão passar a ser ajudados por leigos. Estas pessoas vão ter formação antes de assumirem o compromisso com a Igreja. “Em Outubro vamos iniciar o Instituto Diocesano de Estudos Pastorais que irá dar essa formação teológica e pastoral. Num primeiro momento ficará centralizada em Bragança mas depois será ministrada noutros pontos da Diocese”, explica o prelado.
A nova configuração da diocese vai ser comunicada ao Conselho Presbiteral no próximo dia 15 de Junho.
“Depois disso serão feitas as nomeações e será tornada pública esta nova reorganização territorial, que é a primeira fase e também a parte mais fácil.
O mais difícil é a formação e o compromisso com a Igreja, que mais do que uma estrutura é sobretudo uma experiência de fé”, conclui D. José Cordeiro.