Ouro para vinhos transmontanos
Foram analisados 70 vinhos por um painel de 30 provadores, que distinguiram 33 néctares: 17 prémios de mérito, 12 medalhas de prata e quatro de ouro. Os prémios mais cobiçados foram para a Quinta das Corriças (Mirandela), Valle Pradinhos (Macedo Cavaleiros), Persistente (Valpaços) e Quinta de Arcossó, de Vidago.
Os produtores mostram-se satisfeitos pela distinção. “Eu comecei a produzir em 2009, mas só foi comercializado este ano e já ganhou uma medalha de ouro. É muito motivante”, refere Telmo Moreira.
Para Orlando Pardelinha, esta é uma forma de mostrar que nem só as cooperativas produzem vinho de qualidade. “Nós também temos de apoiar os agricultores independentes e apostar nos produtores gourmet e biológicos”, realça o vitivinicultor.
Um dos desafios que se coloca aos vinhos transmontanos é a promoção, que pode passar por uma maior presença nos restaurantes locais.
Ganhar escala é fundamental para apostar na comercialização do vinho a nível internacional
O presidente da Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes, Francisco Pavão, adianta que já está em curso uma estratégia nesse sentido. “Vamos agora fazer acções junto da restauração para dinamizar a comercialização dos vinhos na restauração, que representa uma quota muito importante na comercialização de vinhos. Temos de fazer com que estes vinhos sejam consumidos na nossa região”, salienta o responsável.
O director regional de Agricultura do Norte, Manuel Cardoso, diz que o sector está a reorganizar-se em Trás-os-Montes e que esse processo é fundamental para ganhar escala”.
“É necessário que as pessoas e as cooperativas se associem para conseguirem compor lotes de vinho em quantidades suficientes para poderem satisfazer as encomendas internacionais, que se fazem na ordem dos milhões de litros”, realça Manuel Cardoso.