Helicóptero do INEM sai de Macedo de Cavaleiros
O governante disse, ainda, que o helicóptero vai ser substituído por uma ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV).
Adão Silva considera que a deslocação do helicóptero para Vila Real é a melhor solução. “Os dois helicópteros do INEM que estão na região Norte, em Baltar e em Macedo de Cavaleiros, ficariam num único helicóptero com base em Vila Real”, adianta o responsável.
O deputado do PSD acrescenta que esta decisão se deve ao facto de em Vila Real existir uma urgência polivalente. “Eu concordo inteiramente com esta decisão”, afirma peremptório.
Para Adão Silva, “numa situação de emergência, o doente, em vez de andar a perder tempo de um lado para o outro, tendo a vida em risco, vai directo para uma urgência polivalente, onde há médicos e equipamento para tratar a pessoa”.
Autarcas do distrito prometem contestar a saída do helicóptero de Macedo de Cavaleiros
O presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, que investiu cerca de 300 mil euros no heliporto local para servir de base ao helicóptero do INEM, parece resignado com a situação. “Nós podemos ser sensíveis a argumentos, embora ainda não os conheça em pormenores, sei apenas que há uma nova rede de posicionamento dos meios aéreos e um novo modelo que junta os meios da saúde com os da administração interna, mas é sempre uma perda para a região”, refere Beraldino Pinto.
Mas a medida promete ser contestada pelos autarcas dos outros concelhos do distrito. Em Alfândega da Fé, Berta Nunes não se conforma com a decisão e lembra que este serviço resulta de um acordo feito pelo Ministério da Saúde que agora não está a cumprir. “Nós não queremos acreditar que nos tenham enganado porque há um protocolo assinado entre o Ministério da Saúde que prevê que o helicóptero fica em Macedo em troca da aceitação dos autarcas para o encerramento das urgências nocturnas nos centros de saúde”, afirma a edil.
Para a autarca, retirar o helicóptero significa que “o Ministério da Saúde não está a cumprir o protocolo que assinou e isso é muito grave, porque há uma quebra de confiança institucional”.