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Victor Noronha, a “alma” da formação alvinegra, não diz adeus… apenas um até já

Victor Noronha, a “alma” da formação alvinegra, não diz adeus… apenas um até já
  • 3 de Julho de 2012, 14:23

Depois da mudança de direcção não diz adeus mas um até já ao clube enquanto dirigente, porque vai continuar como pai de um dos craques da formação e um associado atento.
Empresário jovem de sucesso em Mirandela esteve à conversa com o Nordeste Desporto e fez o balanço de seis anos à frente da formação do S.C.M.

Nordeste Desporto (ND) – É um adeus ao Sport Club Mirandela?
Vítor Noronha (VN) – Adeus não, é um até já, embora não tenha previsões de quando ou como vou regressar, ou se regressarei mesmo algum dia como dirigente. Agora é um até já porque em Setembro estarei de regresso como pai de um atleta da formação, um pai e associado activo, preocupado em apoiar o clube, sempre disponível para ajudar e emprestar a minha experiência se a quiserem. O clube é dos associados e estes devem colaborar com as estruturas do clube a todos os níveis, devem ser críticos pela positiva para ajudar, e devem ser aquilo que sempre esperaram dos associados enquanto dirigentes que regressam a associados.

ND – É fácil cortar laços criados em anos, de um dia para o outro?
VN – Não é assim tão linear é mais complexo. Um associado é alguém que gosta de um clube e não quem quer tornar menos caro o pacote de jogos por época, ou não deve ser assim, pelo menos eu não vejo as coisas dessa maneira. As pessoas não devem ser exigentes com os outros quando o não são com elas, não devem criticar por criticar vendo apenas o ângulo que lhe dá mais jeito. Um clube é uma coletividade, é de todos e não é de ninguém. Sempre senti que merecia mais apoio e solidariedade dos associados, embora tenha vivido situações incríveis e impensáveis de apoio dos verdadeiros associados, porque do outro lado sempre fui disponível e solidário com as direções, como vou continuar a ser.

ND – E a época que findou em Junho com os campeonatos de benjamins e infantis? Foi positiva?
VN – Foi uma época trabalhosa mas bem trabalhada, e por isso bem sucedida, não tanto como esperávamos e merecíamos porque demos o nosso melhor em função do clube e dos atletas da formação. Tínhamos uma equipa técnica em qualidade e quantidade para cada escalão, com massagistas e fisioterapeutas, e havia sempre directores no apoio aos treinos e jogos. Sinto que fomos prejudicados, como sempre fomos nestas seis épocas em alguns jogos, também não tínhamos condições de treino. Faltaram-nos campos de treino e maior cumplicidade de quem devia estar ao lado do clube, por isso não conseguimos um sucesso maior a coroar um trabalho honesto e dedicado, mas mesmo assim faço um balanço muito positivo.

Uma entrevista para ler na íntegra na edição desta semana do Nordeste Desporto

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