La Lhéngua Mirandesa amostrou-se al Mundo ne l Die Mundail de l Yoga, an Beija
Straforma se l nerbioso an lhebeza i alas me nacen a relhuzir mostrando me que l cuorpo atama la calor i la sede. Agarra se l sereno de la tierra mater que cumbida a paç i harmonie. La mie lhéngua, la nuossa lhéngua, la mie tierra, nuosso praino bai se mostrar al mundo.
La CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DO YOGA celebrou l Die Mundial do YOGA em BEJA die 24 de Junio. Muitos yeran ls Mestres Mundiales eilhi persentes.
Hai muito que habie feito l cumbite a la ASSOCIAÇON DE LHÉNGUA MIRANDESA para star persente i dezir al mundo que la lhéngua mirandesa eisiste i que se amostra-se. L persidente de la ASSOCIAÇON DE LHÉNGUA MIRANDESA, Amadeu Ferreira, nun puode star i fui you an sue repersentaçon. Assi se amostrou la Lhéngua Mirandesa al mundo. Li you l çcurso de l persidente de la nuossa Associaçon i dixo i l poema “Dues Lhenguas” de l poeta Fracisco Niebro.
Fui apersentado al mestre: “SAT GURU Amrta Súryánanda Gr. Mestre Jorge Veiga e Castro. É hoije un de los pouquíssemos Grandes Mestres do Yoga bibos an todo l mundo”, dezindo-le you l nuosso bien haia pul cumbite i ouferecendo-le un lhibrico de lhéngua mirandesa.
Serenado l nerbioso de amostrar la lhéngua mirandesa al mundo bai l çcurso i l poema dues lhénguas que you li i por mais palabras que you scriba nunca serei capaç de las dezir tan bien cumo stan screbidas, ende se trascrebe:
“ Boa tarde
Começo por agradecer o convite que foi dirigido à Associaçon de Lhéngua Mirandesa, para intervir neste congresso. Sendo uma língua de Portugal e dos Portugueses, é fundamental que a língua mirandesa seja conhecida enquanto riqueza da diversidade linguística e cultural do nosso país. A minha presença neste congresso contribui, sem dúvida, para esse objectivo.
Far-vos-ei um resumo da longa história desta língua e falarei da sua situação actual, terminando com a leitura, em mirandês, do poema Dues Lhénguas, do poeta Fracisco Niebro.
A língua mirandesa pertence à família de línguas astur-leonesas e, como elas, é filha do latim. Constitui-se a partir de um dos romances que se desenvolvem sobre os escombros do império romano e vai ganhando características próprias a partir da sua integração no reino de Portugal, pois já nessa altura se falava como língua principal da corte e do reino de Leão.
Portugal nasce com duas línguas.
O contacto com o português e o castelhano influenciaram-na, mas as suas características de língua astur-leonesa mantiveram-se até aos nossos dias, atravessando séculos e sobrevivendo ao permanente ataque que usa como arma o descrédito, a vergonha, a humilhação, um feito que é um autêntico milagre cultural.
A sua forte estrutura como língua, a situação de diglossia dos seus falantes, sobretudo a partir do século XV-XVI e, em especial, o facto de se integrar num amplo espaço de falantes com boas relações sociais e económicas, ignorando as fronteiras políticas, eis as principais razões que permitiram a sobrevivência da língua mirandesa.
Hoje é uma língua falada na ponta mais Nordeste de Portugal, no distrito de Bragança, junto às Províncias de Zamora e Salamanca, numa área de pouco mais de 500 km2, e contando com uns 7 000 falantes, aí consideradas também algumas comunidades que residem nas maiores cidades de Portugal e no estrangeiro.
Desde 1999 é uma língua reconhecida oficialmente pelo Estado Português, através da lei n.º 7/99, de 21 de Janeiro, aprovada por unanimidade e aclamação pela Assembleia da República. É hoje ensinada nas escolas públicas de Miranda do Douro desde a pré-primária até ao 12.º ano, como disciplina de opção, o que não impede de ser frequentada pela maioria das crianças e dos jovens que estudam no Concelho de Miranda do Douro. Igualmente são dados cursos por várias instituições, em especial a Associaçon de Lhéngua Mirandesa, na região de Lisboa.
Sendo uma língua de tradição oral, apenas se lhe conhecem escritos desde 1882, depois de ‘descoberta’ e estudada por José Leite de Vasconcelos, escrevendo-se hoje de acordo com a Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa, publicada em 1999. De então para cá tem vindo a crescer uma rica e variada literatura mirandesa,