Palaçoulo passa ao lado da crise
A explicação é simples: empreender e dar trabalho aos moradores da terra é a palavra de ordem das empresas locais.
A contrariar toda e qualquer estatística, na localidade o desemprego está muito perto dos zero por cento.
O motivo, dizem os habitantes da aldeia, é o número de indústrias exportadoras existentes, que dão emprego a muitas pessoas da aldeia e, até mesmo, de outras localidades.
Quem ali vive garante que a palavra desemprego não faz sentido.
Felisbina Rodrigues mora na aldeia há cerca de dez anos e diz que ali “não há desemprego porque as fábricas de tanoaria e cutelaria empregam muita gente”.
Já o secretário da Junta de Freguesia de Palaçoulo, Rogério Claro, conta que “a chave do sucesso tem sido a aposta na indústria”. O autarca explica que, inicialmente, as “empresas eram tradicionais e familiares”, mas agora modernizaram-se e “conseguiram um maior índice de competitividade”.
Ricardo Santos vive há algum tempo na aldeia e diz que o fenómeno só é possível graças “à vontade das pessoas em tentarem criar condições para trabalharem e fixarem-se na terra. “Todos perceberam que há alguns tipos de indústrias e actividades que funcionam melhor nesta aldeia do que noutros sítios, como Sendim, Miranda do Douro, ou Mogadouro”, afirma o responsável.
Recorde-se Palaçoulo é a aldeia mais industrializada do distrito de Bragança e um caso inédito no em números de desemprego, que são praticamente nulos.