CP recua na suspensão dos táxis
O serviço está suspenso desde 01 de Julho e a reposição dos transportes alternativos é uma solução transitória que vigorará até Setembro, período durante o qual as diferentes entidades vão tentar encontrar uma solução definitiva para a mobilidade naquela zona, adiantou ainda António Branco.
Os responsáveis locais ainda não têm “uma comunicação formal” da autorização para retomar o serviço alternativo, como frisou António Branco, que, ainda assim, decidiu “assumir” a reposição dos transportes já a partir de quarta-feira “em nome dos interesses das populações”.
O Metro de Mirandela vai também aproveitar para fazer “algumas alterações aos horários e trajectos para servir melhor as populações”, algumas das quais têm nos táxis alternativos ao comboio o único transporte público.
O autarca e presidente do Metro de Mirandela adiantou que lhe foi comunicado “pela CP, via Secretaria de Estado dos Transportes”, que vai manter-se durante os próximos três meses o compromisso assumido nos últimos anos pela empresa de caminho-de-ferro.
Segundo António Branco, “durante estes três meses vai ser estudada a solução definitiva” para garantir o transporte alternativo ao comboio.
A empresa de caminho-de-ferro tem pago nos últimos anos ao Metro de Mirandela cerca de 250 mil euros anuais para assegurar o transporte na linha do Tua, entre Mirandela e o Tua.
Desde que a circulação foi suspensa na maior parte da ferrovia, entre o Cachão e o Tua, que parte desta verba, 125 mil euros, foi deslocada para o transporte alternativo ao comboio.
Recorde-se que o anúncio da suspensão do serviço gerou a contestação dos autarcas locais, que ameaçaram rever a posição favorável à construção da barragem se os transportes não fossem repostos, independentemente de ser “a EDP, a CP ou o Governo” a assumir o financiamento.