Aldeia viveu momentos de aflição
O incêndio, na sua fase inicial, dirigia-se em direcção à aldeia. As dificuldades encontradas no terreno devido à sua morfologia dificultaram a acção dos bombeiros.
Do lado da população, o pânico instalou-se, tendo-se mobilizado toda a aldeia para ajudar no combate às chamas e para proteger as suas propriedades.
“Vivemos momentos de grande aflição. Tive abrir as portas dos estábulos para que o gado pudesse sair para não morrer asfixiado, já que o fumo que era muito”, disse Carminda da Conceição, uma das residentes na aldeia de Figueira.
No terreno estiveram 90 operacionais, apoiados por 20 viaturas e dois aviões anfíbios. O incêndio deflagrou às 15:31 de sexta-feira, numa zona de mato e chegou a ter duas frentes ativas, reduzidas a uma às 19:40. Foi considerado circunscrito às 10:35 de sábado, de acordo com a Autoridade Nacional da Proteção Civil.
A principal dificuldade dos bombeiros foi a dificuldade em aceder ao local das chama, de acordo com o comando distrital de Operações de Bragança, o que levou a acionar dois meios aéreos.