Região

Despedimentos nos laboratórios de análises

  • 13 de Agosto de 2012, 08:22

Os trabalhadores do sector dizem que é uma consequência da internalização do serviço por parte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste.
O representante da comissão de trabalhadores diz que a medida está a deixar em pânico muitos funcionários, sendo que já estão a surgir as primeiras vítimas. “Já começaram a acontecer os primeiros despedimentos, porque além de não termos os utentes que são obrigados a fazer as análises no hospital, a ULS não nos paga desde Agosto do ano passado”, refere Alexandre Costa.
Quanto a números, o membro da comissão diz que ainda não tem dados concretos, mas sabe que “já houve dispensas em laboratórios de Bragança, Mirandela e Torre de Moncorvo”.
Além dos despedimentos, outros laboratórios já foram obrigados a reduzir o ordenado dos técnicos em cerca de 20%. “Isso acontece no laboratório onde eu estou a trabalhar e sei que pelo menos noutro, em Bragança, também está a acontecer”, adianta. “Nós já tínhamos alertado para a probabilidade de isto vir a ocorrer por causa da implementação destas medidas e agora já o estamos a sentir na pele”, lamenta o funcionário.
Alexandre Costa garante que, depois do Verão, os trabalhadores vão voltar a protestar, pois temem despedimentos colectivos, caso a situação piore. “Há algumas pessoas de férias e não tem sido fácil organizarmo-nos, mas a intenção é voltarmos à rua”, garante. “Primeiro alertámos que esta situação ia causar muito sufoco nos laboratórios privados e que era inevitável haver despedimentos, redução de salários ou até encerramentos. Agora está na altura de voltar à rua”, acrescenta.
Contactado o presidente do conselho de administração da ULS Nordeste, António Marçôa não quis comentar a situação.

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