Retirada do avião “é mais uma maldade do Governo”
Como passageiro dessa carreira, também muitas vezes dei conta da existência de muitos turistas que nos visitavam por esse meio”, constata o deputado.
Para Mota Andrade, esta decisão do Governo põe em causa o projecto que a Câmara de Bragança tinha para a transformação do aeródromo num aeroporto regional.
“Toda a estrutura do aeródromo municipal só se justifica com a existência desta carreira. O fim deste serviço põe em causa o projecto que a autarquia tinha para transformar o aeródromo num aeroporto regional”, realça o deputado.
Deputados do PSD
não reagem
O grupo parlamentar do PS avançou, na passada quarta-feira, com uma pergunta na Assembleia da República, por causa da suspensão da carreira aérea regional Bragança/Vila Real/Lisboa. “Pretendemos saber em concreto como é que o Governo tenciona resolver o problema, se retoma ou não a carreira aérea e a calendarização dessa retoma”, adianta o deputado do PS pelo distrito de Bragança. “Muito honestamente não tenho esperança nenhuma. Oxalá me engane mas eu dou como terminado este serviço que é fundamental para o distrito de Bragança”, acrescenta Mota Andrade.
O Jornal NORDESTE também tentou ouvir os deputados do PSD eleitos por Bragança, mas Adão Silva e Maria José Moreno não quiseram prestar declarações sobre este assunto enquanto o Governo não delinear o novo modelo de subvenção para retomar as ligações aéreas Bragança – Vila Real – Lisboa.
Também a Associação Empresarial de Bragança enviou, na passada terça-feira, uma carta ao primeiro-ministro e ministro da economia em defesa daquilo que considera ser um serviço público. “Isto é um direito dos transmontanos e um estímulo às regiões deprimidas”, refere o presidente, Eduardo Malhão.
Ontem, o secretário de Estado das Obras Públicas apresentou uma solução para reactivar a carreira aérea, num modelo idêntico aos apoios concedidos aos vooa para a Madeira (ver última página).