Pastel certificado
A produção diária ascende às 25.000 unidades.
O processo de certificação, agora publicado em Diário da República, iniciou-se em 2006 e permite valorizar, reconhecer e proteger os pastéis quanto à sua origem, natureza e qualidade, evitando fraudes e imitações.
A classificação do produto de pastelaria, em forma de meia-lua, constituído por uma massa folhada e recheada com um preparado específico à base de carne de vitela picada, evita quaisquer práticas que, sem direito, utilizem ou façam apelo à denominação registada para beneficiar da sua reputação.
A produção diária ascende, segundo dados da autarquia, a mais de 25.000 unidades, distribuídas por cerca de 30 unidades de produção, sendo que a maioria das pastelarias da cidade produz e vende o produto nas suas próprias instalações.
O aumento da procura do pastel a nível nacional permitiu, nestes últimos anos, o aparecimento de quatro novas indústrias direccionadas para a sua produção, levando à criação de novos postos de trabalho e investimento local.
A valorização do produto, realçou António Cabeleira, insere-se no Plano Municipal de Combate à Desertificação Rural, através do gabinete de apoio às iniciativas locais, com o objectivo de incentivar à criação de novas fábricas.
Este processo foi realizado em parceria com a Associação Empresarial do Alto Tâmega (Acisat).
O presidente da associação, João Miranda Rua, explicou que a classificação é motivo de orgulho, mas obriga os produtores a serem mais responsabilizados na manutenção da qualidade e procedimentos de fabrico.