Região

PCP promete continuar a lutar contra a extinção de freguesias

  • 11 de Janeiro de 2013, 11:11

Apesar da aprovação pela maioria PSD/CDS-PP, na Assembleia da República, da extinção de mais de mil freguesias, 73 das quais no distrito de Bragança, os comunistas defendem que “não é dado adquirido, nem processo acabado”.
“A cultura, a identidade e as tradições de cada uma das freguesias não se extingue por decreto ou por lei”, lê-se num comunicado divulgado hoje, no qual a estrutura partidária exprime a sua posição sobre a reforma administrativa.
Para o PCP, “de entre as medidas contra o povo, contra o país e contra a democracia” tomadas pelo Governo, em 2012, “o ataque ao Poder Local democrático, conquista de ‘Abril’, foi uma das mais gravosas, representando um gravíssimo ataque às populações e ao que de mais progressista tem o país”.
O partido considera que a reorganização foi decidida, “afetando todos os concelhos, sem qualquer justificação lógica e séria, sem que o governo ou qualquer autarca o tenha assumido perante o povo em qualquer campanha eleitoral”.
“Estamos perante uma operação de empobrecimento democrático, de encerramento de serviços públicos e destruição de emprego, de enfraquecimento da representação dos interesses, aspirações e proximidade às populações que a presença de órgãos autárquicos assegura, aprofundamento das assimetrias e perda de coesão, abandono ainda maior das populações, acentuar da desertificação e da ausência de resposta aos interesses populares e à satisfação das suas necessidades, e que tem sido parte integrante da política de direita deste governo”, refere.
Por entenderem que “este ataque ao Poder Local e à democracia é, simultaneamente, uma violação da Constituição da República Portuguesa e uma agressão ao país, às populações e às suas condições de vida”, os eleitos da CDU, coligação que inclui também o Partido Ecologista “Os Verdes”, prometem continuar a lutar contra este processo nas assembleias municipais e na Assembleia da República.
A direção regional do PCP apela também “à luta das populações, dos autarcas, do movimento associativo e popular, das forças vivas da região, em defesa das suas freguesias, da coesão territorial, dos serviços públicos, do Poder Local democrático, e do regime democrático”.

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