Anestesista acusado de recusa de médico começou a ser julgado
O processo remonta ao dia 7 de Dezembro de 2006, quando Maria Alfredina Pereira, de 40 anos, natural de Lamas de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, sofreu complicações pós operatórias, que se desenvolveram enquanto o médico se ausentou do hospital para ir almoçar, alegando necessidade física.
Em tribunal, o arguido, José Alberto de Carvalho, 68 anos, argumentou que “a doente estava bem” quando resolveu ir almoçar e “que nada poderia prever complicações dessa dimensão”.
A enfermeira de serviço, responsável pelo recobro, efectuou “três contactos telefónicos” a José Alberto de Carvalho, pondo-o ocorrente do estado clínico da paciente. Quando o médico chegou, depois de “cerca de 40 minutos” já não conseguiu reanimar a doente, que acabou por morrer com hematoma.
O anestesista explicou, ainda, ao tribunal que a operação em causa não tinha sido da sua responsabilidade e que assumiu o recobro por ser o responsável na escala do serviço de urgência.
Família
pede indeminização
Segundo o advogado de defesa, Vítor Novais, a família da vítima reclama uma indemnização de 200 mil euros ao hospital e ao médico pois “houve um comportamento impróprio [do médico]”. Por esse motivo “a família pede uma indemnização para ressarcimento dos danos e da angústia que viveu e tem sofrido, no sentido de serem devidamente reparados”.
A defesa do arguido, que já não presta serviço no hospital de Mirandela, não quis prestar declarações. O julgamento prossegue a 11 de Fevereiro.