5,6 milhões para investir nas estradas
Há melhoramentos previstos na EN 218, entre Rio Frio e Outeiro, e na EN 206, entre a Bouça e Torre Dona Chama e entre os cruzamentos da Senhora da Serra e Melhe. Para estas intervenções vão ser canalizados perto de dois milhões de euros, sendo o restante para a melhoria das condições de segurança das vias.
O anúncio foi feito pelo próprio presidente da Estradas de Portugal (EP), que esteve, na passada terça-feira, em Bragança.
António Ramalho afastou a hipótese de se construírem novas vias na região e até recorreu a números para justificar que a rede viária em Trás-os-Montes é ajustada à realidade local. De acordo com os dados da EP, a região tem pouco mais de 200 mil habitantes, o que significa que tem 0,82 quilómetros de auto-estradas por cada mil habitantes, contra os 0,27 quilómetros de média nacional.
Tráfego reduzido
“Os indicadores de densidade rodoviária por habitante da sub-região Alto Trás-os-Montes são superiores à média nacional”, constata o responsável.
Além disso, o tráfego registado nas estradas da região também não é significativo. Nas vias transmontanas são totalizadas 2 254 viagens diárias e só três troços registam um volume igual ou superior a 150 viagens por dia. É o caso do trajecto entre Bragança e Miranda do Douro, com 168 viagens/dia, Bragança-Vimioso, com 189 viagens/dia, e Mirandela-Murça, com 150 viagens/dia.
A prioridade é, por isso, melhorar as condições das estradas actuais. “Ao nível da conservação corrente vamos tentar que seja o melhor possível. Temos uma preocupação com a segurança rodoviária, daí este investimento em sinalização vertical, horizontal e também em barreiras de protecção, que achamos que é fundamental”, realça o responsável.
Quanto à passagem de estradas para a gestão dos municípios, como já aconteceu com algumas vias no distrito de Bragança, António Ramalho garante que para já não está prevista a desclassificação de mais estradas.