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Autarcas temem que as populações fiquem desprotegidas

Autarcas temem que as populações fiquem desprotegidas
  • 26 de Fevereiro de 2013, 09:42

Alguns dos presidentes homenageados pela Câmara Municipal de Bragança, no âmbito do aniversário da cidade, lembraram o papel social que os autarcas têm, sobretudo nas aldeias mais distantes da sede de concelho.
Adriano Rodrigues, na presidência da Junta de Rebordãos há 20 anos, diz que não faz sentido nenhum cortar nas freguesias, que são os parentes pobres em termos de dotações financeiras.
“A Junta de Freguesia a que presido é a maior do meio rural, com excepção da vila de Izeda, e movimenta cerca de 30 mil euros com 10 elementos. Não há hipótese de fazer obras sem o apoio da Câmara. Isto é uma asneira querer cortar nos presidentes de Junta, que são zero de despesa pública a nível nacional, deviam era cortar na Assembleia da República, que é onde ganham e onde roubam o País”, atira o autarca.

Proximidade
resolve problemas

Também Filipe Caldas, com seis mandatos consecutivos na freguesia de Salsas, lembra que quando as pessoas precisam de resolver os problemas recorrem ao presidente da Junta e teme que o aumento das distâncias deixe as populações desprotegidas.
“Uma freguesia que tenha localidades que distam da sede mais de 30 quilómetros, uma pessoa com 80 anos ou mais não tem grande disponibilidade para se deslocar à sede da Junta para resolver os seus problemas, que muitas vezes não têm a ver com o presidente da Junta, mas que são pedidos de ajuda urgentes, muitas vezes, que o presidente da Junta pode ajudar, mas é estando perto”, afirma Filipe Caldas.
O presidente da Câmara de Bragança reconhece o papel social dos autarcas. Jorge Nunes diz, no entanto, que cabe agora aos partidos construírem listas que garantam a proximidade dos membros da Junta de Freguesia das populações.

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