Região

“Quem é que vai passar cartão a Trás-os-Montes?”

“Quem é que vai passar cartão a Trás-os-Montes?”
  • 13 de Março de 2013, 09:58

Jorge Nunes entende que a passagem de duas para três CIM´s não é benéfica para a promoção de políticas de desenvolvimento.
“Carece de força política, de dimensão, de massa crítica e de recursos financeiros”, afirma o autarca. “Perante as dificuldades em que o País se encontra, o mais razoável era dar força àquilo que funciona bem. Se não existem condições para criar as regiões administrativas o melhor era estar quieto”, considera Jorge Nunes.
Para o edil, a melhor forma de organização territorial para o Norte do País seria a criação de três áreas. “O Norte tinha cinco distritos, vai passar a ter oito ou nove CIM’s. Do meu ponto de vista esta reorganização deveria ser feita com o mínimo de dimensão. Em última instância com a escala do distrito e não de forma desagregada como está a acontecer”, refere o responsável.
O autarca considera que “o desejável era haver três regiões: juntar Trás-os-Montes e Douro, Grande Porto e Minho com o Tâmega”.
Para Jorge Nunes, o país perdeu uma grande oportunidade para instituir as regiões administrativas. “Eu não sei que visão é esta, mas ela espartilha o território e não sei com que resultados”, afirma. “Tenho sérias dúvidas em relação a esta forma de organização e à eficácia destas organizações na promoção de políticas de desenvolvimento económico”, conclui.

PS e PSD contestam

Os líderes distritais do PS e PSD também não concordam com a divisão da região em três comunidades intermunicipais. Do lado dos socialistas, Jorge Gomes diz até que esta repartição poderá estar a servir interesses pessoais.“Este tipo de divisões é feito à imagem do nosso umbigo e para interesse de um projecto eventualmente pessoal”, refere o dirigente. “Admito que estas divisões estejam a ser servir os interesses de alguém que pretende vir a desempenhar funções nessas Comunidades Intermunicipais”, acrescenta.
Do lado do PSD, José Silvano considera que as regiões agora criadas não vão ter capacidade de reivindicação e por isso defende que deveria existir apenas uma. “Essas comunidades intermunicipais deviam coincidir já e ter um alargamento suficiente que lhe desse capacidade de rei­vindicação para o desenvolvimento re­gional e por isso só devia haver uma comunidade intermunicipal em Trás-os-Montes”, de­fende o social-democrata, que questiona: “que for­ça vai ter a CIM Trás-os-Montes ou a CIM do Alto Tâmega quando
têm 100 mil pessoas? Quem é que lhe vai passar cartão?”

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