Estudantes africanos passam dificuldades
São muitos os alunos africanos, que todos os anos, deixam o seu continente em busca de uma formação profissional.
Para muitos, principalmente no ensino superior, é um esforço financeiro muito grande pois a maioria não tem bolsa. Mas onde se têm reflectido maior dificuldade é no ensino técnico-profissional. Estes alunos vêm com um determinado protocolo, que em Portugal acaba por não ser cumprido. “ Eu acho que os apoios faltam dos dois lados, tanto de Cabo Verde como aqui em Portugal, porque os protocolos são feitos por eles. Nós não saímos de lá à toa, aliás se não houvesse os protocolos nós não viríamos. Só que a meio do ano deixam de se cumprir e os estudantes ficam cada um por si e é muito complicado”, conta um estudante cabo-verdiano de Línguas e Relações Internacionais no IPB, Óscar Monteiro acrescentando que já presenciou situações em que os alunos tiveram que regressar à origem devido à falta de dinheiro para se sustentarem.
Embaixadora confirma
A embaixadora de Cabo Verde em Portugal confirma que alguns alunos atravessam dificuldades devido às alterações nos protocolos. “Alguns estudantes estão a encontrar dificuldades, os que não têm bolsa e principalmente os da formação técnico-profissional. Vieram com um enquadramento no Quadro da Cooperação entre as câmaras municipais que até ao ano passado beneficiavam de uma bolsa mas as regras foram alteradas este ano e muitos ficaram sem recursos financeiros para continuar a estudar”, lamenta Maria Neves acrescentando que já estão a ser tomadas medidas para que os estudantes não tenham que regressar a Cabo Verde.
Nesta conferência, marcaram presença dirigentes associativos que representam estudantes africanos por todo o país.