Obras do saneamento revoltam população
Os moradores dizem que os buracos já foram abertos em Dezembro passado e não se conformam com a demora dos trabalhos.
Laucena Cruz é uma das habitantes que está indignada com o estado em que se encontram as ruas da aldeia. “Abrem os buracos e não têm pressa de os tapar. Há quase quatro meses que isto está nesta pouca-vergonha. E se é preciso vir uma ambulância ao povo, como é que faz? Depois ainda nos bloqueiam aqui com as máquinas também. Ainda não chegam só os trabalhos, que ainda deixam as máquinas a bloquear tudo. Pode-se dizer que nem a gente vive”, lamenta a habitante.
Esta moradora queixa-se ainda dos danos que as obras já lhe causaram na própria casa.
“Isto prejudica-nos que me deram cabo da casa. Se têm tapado logo, a minha casa não baixava, assim baixou o terreno e baixou a casa. Não posso entrar à garagem, tive que escorar a placa, porque não está segura. Baixou tanto o terreno que a placa estalou”, denuncia Laucena Cruz.
“A culpa é da chuva”
Manuel Rodrigues também se queixa das dificuldades em circular nas ruas da aldeia.
“Tenho que trazer duas sacas de areia na minha carrinha para poder subir, senão não consigo chegar aqui. Já tiveram tempo suficiente para compor isto e têm aqui esta vergonha. Segundo o conhecimento que eu tenho, onde trabalham outros empreiteiros, nada disto se passa. Abrem 50 metros compõem para a gente passar. Onde não podem tapar põem pranchas para que os carros passem. Aqui nada disso querem fazer”, realça o morador.
O presidente da Junta de Freguesia do Parâmio, José Afonso, diz que os problemas que têm surgido se devem às condições climatéricas adversas e garante que a autarquia está a ajudar a resolver os problemas que lhe têm sido comunicados pela população.
“Estas chuvadas têm impedido de trabalhar no terreno. E eu só peço às pessoas que tenham paciência, porque as obras realmente têm que ser feitas e os danos colaterais para alguns são maiores do que para outros. Eu peço que tenham paciência, porque os problemas vão se resolver com toda a certeza”, garante o autarca.
Esta obra foi contratualizada pela Câmara Municipal de Bragança. Confrontado com estes problemas, o presidente da autarquia, Jorge Nunes, disse, apenas, que as situações que têm surgido estão a ser resolvidas e que a paragem dos trabalhos se deve às condições climatéricas adversas.