Região

Moradores e empresários preocupados com resíduos do Complexo Industrial do Cachão

Moradores e empresários preocupados com resíduos do Complexo Industrial do Cachão
  • 6 de Novembro de 2014, 10:50

Para Ana Paula Pires, gerente da empresa Prodimontes que detém um lagar instalado no Cachão, esta é uma situação que causa vários constrangimentos à sua empresa, desde logo “ pelo impacto visual”. “Os nossos clientes quando se aproximam perguntam sempre o que aconteceu ali. Neste momento, já começa a ser difícil de explicar, porque, ao fim de um ano, não podemos dizer que foi um incêndio e que ainda estão ali os restos”, explica a empresária.
Os moradores afirmam que não foi fácil suportar o odor durante todo o Verão e preocupam-se que os detritos possam trazer implicações para a saúde.
O presidente da administração da AIN lamenta que ainda nãos se tenha conseguido encontrar uma solução para o material. António Morgado acusa o proprietário da Mirapapel, empresa que detém o armazém em causa, de ter uma “atitude passiva, quase de gozo”. A administração diz-se “impotente para resolver o problema”, por não ter disponibilidade financeira para fazer a retirada daquele material”.
Seria necessário desembolsar pelo menos 70 mil euros para pagar a remoção dos resíduos de plástico, que só pode ter como destino uma incineradora.
Um outro armazém no centro do complexo, cheio com o mesmo tipo de resíduos sólidos, pode também constituir um perigo. O presidente da AIN diz mesmo que “está ali um barril de pólvora, se no futuro o que aconteceu volt a acontecer ali vai ser uma catástrofe, não só para o complexo, mas para região”.
As câmaras Municipais de Mirandela e Vila Flor, accionistas da AIN, remeteram explicações sobre a resolução do problema para a administração da empresa intermunicipal. Apesar de várias tentativas, não foi possível entrar em contacto com o gerente da Mirapapel. Escrito por Brigantia.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin