Torre do Relógio vai voltar a ser visitada
O projecto de recuperação, apoiado por fundos comunitários e que representa um investimento superior a 600 mil euros, inclui ainda um estudo arqueológico para determinar a origem e contextualização histórica do edifício. A presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé explica que as escavações pretendem avaliar se a torre pertencia ao castelo.
“Numa primeira fase, poderia ter sido uma parte do castelo e foi encimada por um relógio e coberta por um telhado muito mais tarde, provavelmente no séc. XVIII. E é isso que estamos a estudar, ou seja, tentar perceber com as escavações arqueológicas, se de facto há antigas muralhas do castelo e encontrar material que nos indique se a Torre do Relógio, teria, como se pensa, sido uma parte do antigo castelo, cujas muralhas desapareceram completamente, e talvez a torre seja o único vestígio desse castelo”, esclarece a presidente da autarquia Berta Nunes.
Nas escavações já realizadas até ao momento, não foi encontrado nenhum vestígio que confirme essa hipótese.
Para além dos estudos arqueológicos, a existência do castelo será alvo de uma investigação histórica cujos resultados serão posteriormente publicados em livro. O edifício vai receber um museu, com os achados que possam vir a ser encontrados, e todos os resultados das investigações históricas e arqueológicas, devendo também integrar um registo da evolução da Torre e fotografias da intervenção.
O projecto prevê ainda a requalificação da área envolvente da Torre, nomeadamente através de intervenções urbanas, respeitantes à recuperação de rede de água e saneamento, calçadas e espaços circundantes, podendo ser criado um parque de estacionamento.
O projecto de recuperação da torre do relógio deverá estar concluído em Junho deste ano. O edifício, considerado o ex-libris da vila de Alfândega, encontra-se em vias de classificação como Imóvel de Interesse Municipal.
Escrito por Brigantia