Professor de Torre de Moncorvo confessa-se autor da queixa contra direcção do Agrupamento
O professor de filosofia e encarregado de educação de uma das alunas que terá sido vítima de maus tratos explicou à Brigantia que não só expôs casos de agressões à Direcção Regional de Educação do Norte, como apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público. “Apresentei exposições à DREN e uma queixa-crime ao Ministério Público, relativamente a maus tratos psicológicos à minha filha e outros alunos e também agressões físicas”, afirma Pedro Carvalho e esclarece que o objectivo com estas medidas é que “quem comete tais actos, sofra as consequências, que pague por eles”. Pedro Carvalho diz ainda que foi alvo de um processo disciplinar, devido à intenção que demonstrou de dar conhecimento dos casos à Inspecção Geral de Educação e Ciência. Já o director do agrupamento afirma que o processo interno levantado contra o docente que fez a denúncia é anterior a toda esta questão e não está relacionado com o caso. Contactado pela Brigantia, Alberto Areosa não aceitou prestar declarações gravadas. O responsável reforçou, no entanto, que as acusações não têm fundamento e confirmou que mantinha a tranquilidade em relação ao inquérito. Uma posição que assumiu na semana passada, altura em que o caso foi tornado público. A Inspecção – Geral de Educação e Ciência, está a investigar os fundamentos da queixa apresentada contra a direcção do Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo. Escrito por Brigantia.