António Costa defende valorização do interior para desenvolvimento do país
O candidato pelo Partido Socialista às próximas eleições legislativas anunciou que, se chegar a primeiro-ministro, quer criar uma “unidade de missão para a valorização do Interior”. “No nosso programa temos uma medida inovadora e da maior importância: a criação de uma unidade de missão e de valorização do interior. Para que não restem quaisquer dúvidas de que essa unidade de missão tem de integrar e mobilizar todos os ministérios e que todas as políticas do Estado têm de estar direccionadas para valorizar o interior, essa unidade de missão tem que ser directamente dependente do primeiro-ministro e eu assumo, como uma das minhas funções centrais, a valorização do interior como condição do desenvolvimento do país”, frisou o líder do PS. António Costa prometeu empenhar-se para que “cada ministério do governo contribua para a valorização do interior e fixação de população nestas zonas do país”. O líder socialista criticou ainda o encerramento de serviços no interior e frisou a importância de investir na modernização da administração pública. “Nós temos de ter uma administração pública mais organizada, uma administração pública que custe menos aos contribuintes. Mas uma administração pública a custar menos aos contribuintes não é uma administração pública que abandona as populações e que abandona o território. É uma administração pública que investe na sua modernização e na sua simplificação administrativa, para que possamos fazer mais, com os mesmos ou com menos recursos e não fazer aquilo que este governo fez que foi fechar tribunais, fechar escolas, fechar centros de saúde, fechar tudo… E sem que isso criasse qualquer poupança efectiva para o país”, referiu António Costa. Ideias defendidas também pelo cabeça de lista do PS pelo círculo eleitoral de Bragança, Jorge Gomes, que manifestou o seu desagrado com o corte nas pensões de idosos e desempregados, afirmando que o distrito de Bragança ficou mais pobre com o actual governo social-democrata. “Só 35 por cento dos nossos desempregados é que recebem algum apoio e, mesmo esses, foi-lhe reduzido, em média, 37 euros por mês. Tivemos 1850 idosos, nestes quatro anos, que perderam o apoio que o Estado lhes dava e tivemos 600 carenciados que perderam todo e qualquer tipo de apoio prestado pela Segurança Social. É este o resultado de quatro anos de governo, é este o resultado em que temos o nosso distrito, é este o resultado daquilo que um primeiro-ministro disse, que nós tínhamos de ser mais pobres e conseguiram. O distrito de Bragança já era pobre e hoje somos muito mais pobres do que éramos quando eles ficaram no governo”, sublinhou Jorge Gomes. António Costa agradeceu a Jorge Gomes o trabalho que tem desenvolvido a seu lado, desde que foi eleito secretário-geral do Partido Socialista, em Novembro do ano passado. O líder do PS enalteceu ainda o trabalho desenvolvido por Mota Andrade nos últimos 20 anos enquanto deputado na Assembleia da República, eleito círculo eleitoral de Bragança. Os militantes do partido homenagearam ainda outro socialista transmontano durante este almoço, o antigo presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros e ex-deputado da Assembleia da República pelo PS, Luís Vaz, que faleceu vítima de doença prolongada, no mês passado.Ainda durante a tarde António Costa visitou o Instituto Politécnico de Bragança e contactou com a população de Mirandela, seguindo depois para Vila Real, cidade escolhida para o jantar comício desta noite.Ainda esta manhã visitou o Vale da Vilariça, onde enalteceu as potencialidades desta zona do nordeste transmontano e frisou a importância de investir na agricultura. A campanha para as eleições legislativas do próximo dia 4 começou ontem, oficialmente. Depois de António Costa, também Pedro Passos Coelho, candidato pela coligação Portugal à Frente deverá visitar o distrito de Bragança na próxima quinta-feira. Escrito por Brigantia.