Marcelo Rebelo de Sousa considera que habitantes do nordeste transmontano “têm mais mérito”
No final da cerimónia de abertura do novo ano do Instituto Diocesano de Estudos Pastorais, da Diocese de Bragança – Miranda, para a qual foi convidado para falar sobre João Paulo II, o professor elogiou a capacidade dos habitantes do nordeste transmontano enfrentarem as dificuldades a que estão sujeitos por se encontrarem num “interior profundo”. “Encontramos aqui problemas que não encontramos noutras áreas geográficas do nosso país, nem mesmo no interior profundo beirão ou no que resta do interior profundo alentejano. A vivência aqui tem um mérito adicional porque as pessoas têm que fazer um esforço acrescido para poderem ter actividade económica, social, cultural, educativa… É muito mais difícil e, por isso, tem mais mérito”, frisou o candidato a Belém. Marcelo Rebelo de Sousa considera que Bragança se encontra dentro do “interior mais profundo do interior profundo” do país. “O país está dividido entre a área metropolitana de Lisboa e o resto. Depois, entre as outras áreas metropolitanas e o resto. Depois entre o todo o litoral e o resto. Depois, há dentro do interior, o interior intermédio e o interior profundo. Dentro do interior profundo há o interior mais profundo. É no interior mais profundo do interior profundo que encontramos Trás-os-Montes e, em particular, Bragança”, considera o professor.O candidato à Presidência da República não quis pronunciar-se sobre questões políticas. Além do exemplo de João Paulo II, a palestra contou com a interacção com o público brigantino, que trocou com o professor ideias relacionadas com a posição da igreja católica sobre temas como o acolhimento de refugiados, a crise de valores da sociedade ou a forma como os católicos expressam actualmente a sua fé. Escrito por Brigantia.