Livro sobre Rituais com Máscara promove rota de visitação
“Estamos a trabalhar em conjunto para a constituição de uma rota das máscaras de visitação ao território e depois outros concelhos pode associar-se”, refere.
De acordo com o presidente da Progestur, Hélder Ferreira houve a preocupação de envolver investigadores locais e transpor os aspectos mais contemporâneos das festas de inverno para os livros da colecção.
“Por vezes há uma repetição em relação aos textos, quase que se repete o que o Abade de Baçal já dizia, mas fala-se pouco do que a festa é hoje, uma miragem mais contemporânea e sociológica”, salienta Hélder Ferreira.
No concelho de Miranda do Douro, os rituais persistem em Vila Chã, Constantim e São Pedro da Silva, e foi esta última aldeia o local escolhido para a apresentação do livro, no dia em que saiu à rua a tradição do “Velho e da Galdrapa”, recuperado há dois anos.
O presidente da junta de freguesia de S. Pedro da Silva, Alfredo Cameirão, foi o investigador responsável por escrever sobre o ritual que esteve desparecido cerca de quatro décadas.
“A festa de Santa Luzia são quatro figuras, o velho, que já vai trôpego e vai caindo e bebendo, a galdrapa, que é uma estouvada, que vai insultando o velho, entrando nas casas e roubando fumeiro, e atrás deles vai um casal de bailadores que levanta o velho quando cai”, descreve.
O primeiro conjunto de quatro livros sobre os rituais com máscara, que inclui os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Mira e Lamego foi lançado no mês passado em Lisboa e é apresentado agora nos territórios de origem.
O próximo volume será apresentado em Mogadouro, no dia 26. Escrito por Brigantia.