Cooperativa de Alfândega lança projecto de combate ao cancro do castanheiro
Esta doença é a segunda que mais afecta os soutos do concelho, a seguir à tinta do castanheiro. Por esse motivo, a instituição considerou necessário celebrar um protocolo com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), para a criação de um produto de tratamento biológico ao cancro do castanheiro, como frisa o presidente da Cooperativa, Eduardo Tavares. “Nós passamos a funcionar como uma organização do tratamento do Cancro do Castanheiro, para vendermos esse produto aos nossos associados, aos agricultores, aos produtores de castanha do concelho de Alfândega da Fé, sendo que para o efeito vai ter de ser feito um trabalho prévio a essa comercialização, que consiste em identificar os fungos e as suas várias estirpes que atacam aqui nos nossos soutos, que provocam cancro aqui na nossa região “, refere Eduardo Tavares. Espera-se que o produto esteja já disponível para os agricultores do concelho de Alfândega da Fé a partir da próxima Primavera.
Mas antes disso é necessário realizar um trabalho de levantamento das estirpes, tarefa que vai ser apoiada pelo município: “Este trabalho prévio tem alguns custos que ainda são consideráveis em que o Município de Alfândega da Fé vai também dar um apoio muito importante aos agricultores do concelho, porque se não fosse assim, era praticamente inviável fazer este trabalho. Estamos a falar de 4 ou 5 mil euros que é preciso investir neste trabalho laboratorial que vai ter que se fazer, para de facto o IPB poder produzir o produto mais eficaz e mais actuante , digamos assim, relativamente aos fungos presentes aqui no nosso concelho uma vez que existem inúmeros tipos de fungos”, revela. Eduardo Tavares considera que o combate às doenças e pragas do castanheiro devia ser apoiado pelo governo: “Devíamos até ter medidas de apoio no quadro comunitário, no PDR, dirigidas para este tipo de trabalho. Existem pragas e doenças que estão afectar não só o castanheiro, mas, neste caso, estamos a falar do castanheiro que de facto podem provocar estragos avultados, milhares de euros aos nossos produtores de castanha. Falo da tinta do castanheiro, falo do cancro do castanheiro, falo também agora da vespa das galhas do castanheiro e de facto o Ministério da Agricultura devia ter um papel mais interventivo em termos de apoio financeiro e disponibilizar aos agricultores , associações , as entidades do sector e entidades de investigação meios e linhas de apoio no quadro comunitário do PDR”, afirma o presidente.
A seguir ao azeite e amêndoa, este é o sector que tem mais peso económico no concelho Alfandeguense, gerando um volume de negócios entre 1 e 1 milhão e meio de euros. O projecto será desenvolvido pela Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, em colaboração com o Município, juntas de freguesia de Sambade, Pombal, Vales e Gebelim, Soeima e em articulação com o IPB.
Escrito por: Brigantia.