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Empresa recorre de parecer desfavorável do Parque Eólico de Torre de Moncorvo

Empresa recorre de parecer desfavorável do Parque Eólico de Torre de Moncorvo
  • 28 de Janeiro de 2016, 12:05

“Apresentámos um recurso administrativo para o Ministério do Ambiente dessa decisão. Neste momento, aguardamos uma decisão do Ministério do Ambiente em relação ao nosso recurso e se essa resposta, eventualmente, for negativa, iremos ter de recorrer para os tribunais, uma vez que isto é um projecto que teve uma licença emitida pelo próprio governo em 2007 e há uma expectativa que nos foi criada de que o projecto era viável”, frisa o director executivo da Island para a Ibéria, Paulo Amante.
O representante da empresa explicou que já foram investidos cerca de 2 milhões de euros em estudos técnicos e documentação exigida.
Paulo Amante refere que o Ministério do Ambiente tomou uma decisão em pouco tempo e espera que uma análise mais calma do recurso possa significar um acordo.
“O tempo que tinha para tomar a decisão já era muito curto. Falamos de uma semana para tomar a decisão, e obviamente eles tiveram que se sustentar na posição que tinham dos serviços neste caso do ICNF que teve uma posição, eu diria, de completa oposição ao projecto, obviamente o secretário de estado do ambiente teve poucas hipóteses de não aprovar. Nós esperamos que possa reavaliar a situação, para podermos chegar a uma situação em que o Parque Eólico se torne realidade e ao mesmo tempo todos os factores ambientais identificados sejam salvaguardados o melhor possível”, refere Paulo Amante.
De acordo com Paulo Amante, a empresa sempre esteve disponível para minimizar os impactos negativos a nível ambiental.
O presidente do município de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, critica este processo que pode impedir a concretização de um investimento de 75 milhões na região, com contrapartidas para os municípios e para as populações, e espera que haja mais bom senso na avaliação do projecto.
“Espero que haja uma decisão política que recupere o bom senso que alguns parecem não ter e que do lado ICNF não se ponha a questão de um não irredutível, mas que seja possível através de argumentações técnicas e jurídicas chegar a um consenso. O Município de Torre de Moncorvo por exemplo iria ganhar de contrapartida regionais 3 milhões e 750 mil euros e iria, tal como o Município de Carrazeda de Ansiães, auferir de 2,5 % ao ano sobre a produção, cerca de 205 mil euros para Torre de Moncorvo e 55 mil euros para Carrazeda de Ansiães”, frisa o presidente do Município de Torre de Moncorvo.
O investimento de cerca de 75 milhões de euros prevê a instalação de cerca de 30 aerogeradores de 120 metros de altura nos concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães e foi rejeitado porque segundo o ICNF gerava “impactos negativos muito significativos e não minimizáveis” numa área sensível. Escrito por Brigantia.

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