Bloco quer medidas para estender acesso a exames PET à população de Bragança
O partido pede o alargamento do acesso a este tipo de exames, baseando-se num relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que revela que Bragança é, a par de Faro, o distrito mais penalizado pela desigualdade de acesso a este meio de diagnóstico, já que os habitantes se vêm obrigados a percorrer mais de 90 minutos para poder realizar este exame.
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, critica as opções de racionalização nos serviços de saúde.“A verdade é que a concentração que foi feita no Serviço Nacional de Saúde e que se chamou de racionalizar, não racionalizou, racionou, ou seja, tirou o acesso a meios essenciais a uma parte da população incluindo, neste caso, a meios de diagnóstico à população de Bragança e não só, acontece também em outros sítios do interior”, salienta a responsável.
Catarina Martins reclama que o acesso à saúde tem de ser igualitário em todo o território nacional. O bloco questionou o Governo sobre qual o plano para alargar o acesso a exames PET em todo o país e que medidas vai implementar para garantir o alargamento dos equipamentos de exames PET na rede pública do serviço nacional de saúde.“Nós consideramos que as pessoas precisam de ter o acesso à saúde em todo o país e isso implica não só Centros de Saúde e Hospitais com meios de diagnóstico a funcionar. Para além disso é uma situação particularmente complicada, existia o acesso e deixou de existir, não há uma resposta capaz e tem de existir. Este governo começou há relativamente pouco tempo e portanto há muitos dossiês que inda estão abertos, ainda estão em discussão, não termos resposta também não significa que não viremos a ter por nossa parte, vamos insistir com certeza”, garante a coordenadora do BE.
Apesar de ainda não ter recebido resposta do governo quanto a este assunto, o bloco garante que vai insistir nesta matéria.
Actualmente apenas existem 12 estabelecimentos dotados com os meios necessários para a realização dos exames PET, quatro no Norte, dois no Centro, seis na zona de Lisboa e vale do Tejo, e nenhum no Algarve. Deste número de equipamentos, só cinco estão no sector público. Escrito por Brigantia.