Crianças de Bragança colocam-se no lugar de refugiados
“Trouxe o passaporte, shampoo e gel de banho, um par de calça”, descreve João Pereira, de 7 anos.
Para além de produtos de higiene, Carolina Machado, do 2.º ano, “pomada, pensos rápidos, um boneco para me acompanhar na viagem, sapatilhas, um diário para escrever as minhas aventuras”.
“Trouxe umas aspirinas, uma lanterna para se estiver escuro à noite ver, um isqueiro para se tiver frio acender uma fogueira, um livro para ler e o retrato da minha família”, diz Guilherme Vaz, aluno do 4.º ano.
Apesar da tenra idade, os alunos estão informados acerca da situação daqueles que se vêem obrigadas a fugir da guerra e deixar tudo para trás e estão particularmente sensibilizados em relação ao caso das crianças. Para a Carolina um refugiado é “um menino que tem de fugir de casa, é uma história triste”.
A Santa Casa da Misericórdia de Bragança, estando integrada na plataforma dos refugiados, aderiu à iniciativa nacional “E se Fosse eu?” que pretende que as pessoas se coloque no lugar dos refugiados.
A professora coordenadora da escola Dr. Diogo Albino de Sá Vargas, Austelina Rêgo, explica que esta foi uma forma de sensibilizar os alunos para esta questão e de os preparar caso a escola venha a receber refugiados.
“Nós já tivemos há alguns anos refugiados do Kosovo. Vinham famílias com crianças e também foram acolhidos aqui nesta escola. Por isso, todos os meninos refugiados que vierem para Bragança, serão bem acolhidos aqui nesta escola e todas as crianças estão muito receptivas para os receber”, adianta a professora.
A escola da Santa Casa da Misericórdia de Bragança foi uma das 600 instituições de ensino que em todo o país aderiram à campanha “E Se Fosse Eu?”.
Esta foi uma iniciativa promovida pela Plataforma de Apoio aos Refugiados em conjunto com a Direção Geral de Educação, o Alto Comissariado para as Migrações, o Conselho Nacional de Juventude e a e realizou-se em vários pontos do país. Escrito por Brigantia.