Moncorvo recua até ao tempo de D. Dinis
“Para além de integrar a população e as associações do concelho, o objectivo é dar relevo ao Rei Lavrador. Foi ele que a 12 de Abril 1285 nos deu o foral. Iremos assim este ano comemorar os 731 anos de foral com uma inauguração de todos os brasões do concelho, da vila e freguesias. A feira medieval vai também invocar esse Rei de cognome Lavrador, também noutra perspectiva que é o Rei Trovador, porque D. Dinis foi um grande trovador e poeta medieval, medieval”, adianta o autarca.
Num cenário que recua até à idade Média, os visitantes poderão fazer compras junto dos mercadores e artesãos, entrar nas tabernas e assistir à animação de rua e às várias recriações históricas entre as quais o assalto ao castelo nocturno.
De acordo com o Nuno Gonçalves, algumas das novidades são “um acampamento mouro, o acampamento de D. Mendo, integrado no acampamento de São Jorge, com os agrupamentos de escuteiros a nível distrital, um grande torneio a cavalo, na Praça Francisco Meireles e, no sábado, o assalto ao castelo, mas um assalto ao castelo nocturno”. “Iremos ter, para além disso, a feira de artesanato, a feira das tascas, a feira dos produtos da terra e envolvemos toda a zona histórica da vila e os comerciantes também que aderiram”, adianta ainda.
Ao longo dos próximos três dias, o agrupamento de escolas, associações e a população local são os responsáveis por fazer Torre de Moncorvo recuar até à época medieval. E são esperados muitos visitantes, estando a hotelaria já perto da capacidade máxima.
“Neste momento temos a hotelaria quase a 100 por cento e temos uma grande procura quer em restaurantes, quer nos alojamentos incluindo o turismo rural que está praticamente a cem por cento. O ano transacto tivemos cerca de 25 mil pessoas a visitar a feira medieval”, refere Nuno Gonçalves.
Até domingo, Torre de Moncorvo recria uma parte da sua história com mais uma edição da Feira Medieval de Torre de Moncorvo. Escrito por Brigantia.