Atraso na renovação dos contratos de inspectores de matadouros causa condicionamentos
“Apesar dos abates estarem a ser feitos, isto tem causado alguns constrangimentos ao normal funcionamento das próprias unidades. Está a tentar ser resolvida pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária, mas tem causado alguns problemas e só graças a boa vontade dos próprios técnicos, dos inspectores que fazem centenas de quilómetros para poder prestar este serviço e dos próprios funcionários do Matadouros é que tem sido possível que estes estejam a laborar normalmente”, admitiu à Rádio Brigantia o autarca de Vinhais, Américo Pereira.
O matadouro de Vinhais, detido em maioria pela câmara municipal, é um dos quatro existentes no distrito e agora afectados pela demora na renovação dos contratos. O autarca explica que a situação resulta em atrasos e falta capacidade de resposta aos pedidos de abates.
“Há atrasos, não são abatidos os animas que era necessário abater, porque naturalmente não há uma resposta por parte da inspecção. Somos condicionados nos nossos próprios horários e no nosso programa de trabalho”, acrescenta o presidente do Município de Vinhais.
A contratação de inspectores sanitários para os matadouros é uma responsabilidade da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária.
Os responsáveis dos matadouros contactados referem que o controlo dos abates está a ser feito como habitualmente. Hernâni Dias o presidente do município de Bragança que gere o matadouro da cidade, garante que a segurança não está a ser afectada.
“Há um inspector que está a garantir toda a fiscalização aos animais que são abatidos e a fazer o controle sanitário dos animais que são abatidos”, referiu Hernâni Dias.
Uma situação que se arrasta há cerca de duas semanas e que tem gerado alguns atrasos e outros constrangimentos nos abates. Escrito por Brigantia.