Região

Vice-presidente do ICNF admite necessidade de rever os regulamentos das áreas protegidas

Vice-presidente do ICNF admite necessidade de rever os regulamentos das áreas protegidas
  • 22 de Abril de 2016, 15:39

E por isso João Pinho defende que os regulamentos devem ser adaptados às novas realidades e refere que muitos dos planos de áreas protegidas estão a ser alvo de modificações. “Certamente, a sociedade vai mudando e os regulamentos não vão ficar eternamente os mesmos. Portanto, tem que se adaptar àquilo que é a evolução da sociedade. O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas tem de estar muito atento a esta necessidade de mudança permanente. Muitos dos planos de ordenamento das áreas protegidas, neste momento, estão em revisão, tendo em conta que é muito importante ter boa utilização do território”, adiantou João Pinho. O responsável adianta que o plano de ordenamento do Parque Natural de Montesinho não é um dos prioritários mas a revisão do plano de ordenamento florestal do Norte já está em andamento. “ É necessário haver disponibilidades orçamentais para se fazer esse trabalho. Do ponto de vista florestal, neste momento, está a decorrer a revisão do plano regional de ordenamento florestal da região de Trás-os-Montes. Estamos muito empenhados em garantir que o plano que organiza os espaços florestais e as pastagens possa ter o contributo das pessoas que vivem no território, para que daqui a um ano, possamos ter um plano melhor que aquele está neste momento em vigor e que vá mais ao encontro daquilo que as pessoas precisam”, sublinha o responsável. Declarações à margem do Conselho Florestal do Nordeste, que decorreu esta semana no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) para discutir as oportunidades e analisar a criação de investimento no sector florestal da região. João Azevedo, coordenador do projecto, e docente do IPB, revela que uma das soluções para rentabilizar os recursos florestais “passa por explorar a multiplicidade de oferta e serviços que esta área tem disponível”. Uma das oportunidades pode passar pela indústria.“ Temos uma procura de produtos, e se nesta zona, nesta região eles nos conseguirem fornecer os produtos que a indústria necessita, não temos que os ir buscar a outros sítios. Há aqui duas fileiras: o carvalho e o pinheiro bravo. O pinheiro bravo, neste momento, Portugal já necessita de importar, temos é que ter quantidade, qualidade e temos que ter um regular fornecimento que é a grande dificuldade. A matéria-prima tanto no pinheiro bravo como no castanho há matéria-prima, é possível fazer isso. Temos aqui alguns que já tem dimensão, que conseguem ter produção suficiente de madeira certificada que é o futuro” , referiu José Mugeiro, da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal. Oportunidades da floresta que pode ser gerador de riqueza na região debatidas por 15 entidades ligadas ao sector. Escrito por Brigantia.

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