“Política dos afectos” é há muito defendida por Adriano Moreira
O professor catedrático natural de Grijó de Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros, considera que este conceito pode ser benéfico na política. “Eu já tenho usado disso há muito tempo mas eu nunca tive de fazer discursos para eleição”, referiu Adriano Moreira. O antigo presidente do CDS e conselheiro de Estado considera positivo que o actual Presidente da República faça uso do conceito e o ponha em prática. “ Acho que é uma excelente decisão do Presidente da República e acho que é um excelente valor de ele acentuar. Devo dizer que só me dá prazer”, acrescentou. Declarações de Adriano Moreira, por ocasião da conferência sobre o tema “A Figura Presidencial nas Constituições Portuguesas”, proferida pelo professor José Filipe Pinto. Na sequência do lançamento do livro “Presidentes da República no Portugal Democrático. Eleições, Dinheiros e Vetos”, o especialista em ciência política defendeu em Bragança que a mais alta figura do estado deve ter o poder moderador, mas que é difícil poder fazer uso dele quando a constituição não lho atribui. O professor catedrático da Universidade Lusófona, considera que o Presidente da República tem de ser visto “como um símbolo do país, situar-se acima do jogo partidário e deve ter um poder neutro”. A dissertação de José Filipe Pinto foi proferida na última conferência do Ciclo “Biblioteca Adriano Moreira, Conversas sobre Valores e o Futuro”. Escrito por Brigantia.